Como a tecnologia pode ajudar a combater a seca?
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Imagem: Pixabay
MEIO AMBIENTE

Como a tecnologia pode ajudar a combater a seca?

Historicamente, o setor investiu fortemente em hardware
Por: -Leonardo Gottems

A adoção de tecnologia pelos produtores não para de crescer, além das oscilações de preços, climáticas, econômicas e políticas. De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo INTA,  78% dos agricultores usam plataformas digitais.

Historicamente, o setor investiu fortemente em hardware. No entanto, o investimento em software ou tecnologias intangíveis, que não podem ser tocadas, está crescendo fortemente. Isso se soma aos benefícios de eficiência e maior escalabilidade que o maquinário vem proporcionando, além de maior flexibilidade e redução dos riscos de produção.

Isto é muito importante para mitigar os danos climáticos no quadro de uma campanha agrícola, onde a seca foi protagonista, com um segundo “Nina” consecutivo, o que implica em média de menos chuvas.

De acordo com o relatório divulgado em janeiro deste ano pelo Conselho Nacional de Monitoramento da Seca,  havia 150 milhões de hectares afetados por esse fenômeno climático  e  mais de três milhões de hectares de lavouras com seca moderada a severa.  Para este mesmo mês, em nosso sistema vimos  60% da área agrícola monitorada com estado hídrico “seco” ou “muito seco”. Além de ter alto impacto na geração de produtividade, as chuvas têm a dificuldade de serem muito imprevisíveis, ainda mais na escala do lote, que é a unidade de manejo do produtor. Mas, de mãos dadas com o avanço das inovações, cada vez mais ferramentas estão disponíveis para mitigar os efeitos da falta de água.

Nesse sentido, o principal é o  conhecimento aplicado ao manejo de culturas,  que é uma tecnologia intangível, mas de grande impacto e constante evolução. Exemplo disso são os grandes avanços no  manejo do milho tardio, minimizando e diversificando o risco de déficit hídrico sem perder o potencial produtivo.

Outro caso é a disseminação da prática de medir a umidade do solo e a profundidade do lençol freático, que fornece informações importantes para o planejamento das lavouras. Além disso, isso é auxiliado pela automação por meio de diferentes sensores automáticos e remotos que proporcionam maior escalabilidade.


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