Como combater a praga do morango Drosophila suzukii

Agricultura

Como combater a praga do morango Drosophila suzukii

Cerca de setenta produtores participaramdo Seminário ”A praga Drosophila suzukii no cultivo do morango”, em Feliz, RS
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Cerca de setenta produtores participaram na quarta-feira, dia 25 de abril, do Seminário ”A praga Drosophila suzukii no cultivo do morango”, no Centro de Cultura de Feliz, em Feliz, RS. A palestra foi apresentada pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Régis Sivori Silva dos Santos e contou com apoio da Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS e Prefeitura Municipal de Feliz.

O morangueiro é um dos hospedeiros da Drosophila suzukii, uma mosca originária do Japão capaz de perfurar frutos sadios ainda em desenvolvimento nas plantas, podendo ainda transmitir patógenos que depreciam a produção. Devido a presença do inseto, podem ocorrer perdas que variam de 30 a 80% da produção. Os frutos infestados ficam imprestáveis para a comercialização e o consumo.

A  Drosophila suzukii é uma mosquinha pequena, medindo de 2 a 3 mm de comprimento, que ataca os principais frutos de  pele fina. As fêmeas adultas perfuram a superfície da fruta e depositam ovos cujas larvas se alimentam da polpa das frutas. A fruta infestada colapsa alguns dias após a postura.

A temperatura propícia para desenvolvimento da suzukii é de 20 a 25ºC com atividades de oviposição no fim do dia, à noite e nas primeiras horas da manhã. As temperaturas mais amenas favorecem seu desenvolvimento, enquanto que as temperaturas mais elevadas inibem. A espécie se reproduz o ano todo com temperaturas favoráveis completando o ciclo de ovo a adulto em aproximadamente 11 dias.

Dois produtores de morangos em Feliz, RS, Carlos Henzel e Odair Seidel, estiveram no evento e  concordam que é fundamental colher o morango antes da maturação e não deixar frutos danificados no chão, próximo à cultura. Para eles o papel da Embrapa em buscar soluções para o problema  é fundamental para a exploração dos cultivos de morango no Vale do Caí no estado do Rio Grande do Sul. De maneira geral, os produtores e técnicos receberam informações geradas na região sobre o o manejo da praga.

Confira algumas orientações para o controle da D. suzukii, repassadas pelo pesquisador Régis Sivori Silva dos Santos:

Controle cultural

É a primeira linha de defesa contra a suzukii nos agroecossistemas de frutas hospedeiras da praga.

  • Cultivo sob tela ou plástico (cultivo protegido) ajuda a impedir a dispersão da praga para o interior da área de cultivo.
  • Evitar o aparecimento de danos que gerem aberturas na casca dos frutos, seja pelo manejo correto da irrigação (evitar rachaduras), ou por cuidados no manuseio de equipamentos e tratos culturais no cultivo (danos mecânicos).
  • Intensificar a colheita não deixando frutos maduros nas plantas, nem caídos ao solo.
  • Coletar e eliminar frutos imprestáveis dos pomares.
  • Em caso de descarte em composteira, realizar tratamento térmico no resíduo (por congelamento ou solarização) antes do descarte.

Controle físico

A temperatura é fator chave no desenvolvimento da praga.

Temperaturas acima de 30 0C não há eclosão e desenvolvimento larval de D. suzukii.
Há menor incidência da praga em cultivos protegidos, onde a temperatura é mais elevada.

Controle mecânico

Uso de 25 armadilhas por estufa, iscadas com 500 ml de atrativo a base de fermento biológico (20g), açúcar cristal (50g) e água (1 litro) por seis dias.

O atrativo da armadilha deve ser substituído a intervalos de duas semanas, eliminando o material coletado.

Controle químico

As aplicações de agrotóxicos são realizadas nos períodos em que a fruta hospedeira é susceptível ao ataque da suzukii (em processo de maturação) e nos períodos em que os adultos da praga estão mais ativos no pomar ou seja, principalmente durante a noite e pela manhã, quando as temperaturas são mais amenas (em torno de 20°C).

Para o controle químico, os principais inseticidas empregados são as espinosinas  e os piretróides.

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