Como garantir forragem para o período da seca

Agronegócio

Como garantir forragem para o período da seca

Saiba quais as formas de aproveitamento do excedente de forragens para a época de escassez de chuvas
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Saiba quais as formas de aproveitamento do excedente de forragens para a época de escassez de chuvas

No Progama Prosa Rural desta semana, a pesquisadora Salete Moraes explica algumas práticas de conservação de forragem que os agricultores podem usar para conservar forragem e garantir a oferta de alimentos para os seus rebanhos durante o ano inteiro. Para ela, técnicas simples e de baixo custo como fenação e ensilagem, são fundamentais para que os alimentos produzidos no período da chuva sejam guardados para serem ofertados aos animais no período de seca no semiárido.

“A conservação de forragens ajuda o criador a se planejar economicamente, pois durante o período da seca e escassez de alimentos, ele terá disponível uma quantidade adequada de forragens para o animal”, destaca a pesquisadora.

Ela esclarece aos ouvintes as duas formas do processo de conservação de forragem: a desidratação e a manutenção da umidade na forragem. Essa manutenção da umidade é feita pelo processo de silagem, quando se corta galhos da planta forrageira; em seguida, leva para serem triturados e posterior compactação para a expulsão do ar; após isso, o material coberto com material plástico para impedir a entrada de ar e guardado.

Já a desidratação ou fenação é simplesmente a prática de deixar o material cortado ao sol para secar. “Neste caso, a desidratação ocorre após a picagem do material, ainda no campo, seu enleiramento e revolvimento, até que este material perca totalmente a água e possa ser armazenado”, esclarece Salete Moraes, durante sua participação no Prosa Rural.

Segundo ela, na região Nordeste, em áreas com predominância de fortes estiagens e dias de sol, é muito comum o produtor picar o material e desidratar. Essa opção é feita, principalmente, quando não se dispõe de maquinário para se fazer o processo de ensilagem.

“Os processos de conservação proporcionam perda mínima de nutrientes. Na desidratação, por exemplo, você tem em média dois por cento de perda. Na ensilagem, chega-se a quatro ou cinco por cento, o que é quase insignificante mediante um processo no qual você vai obter alimentos para os animais no período da seca”, garante a pesquisadora.

Saiba mais sobre o tema do programa desta semana ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Responsável: Marcelino Ribeiro
Email: marcelrn@cpatsa.embrapa.br
Unidade: Embrapa Semiárido
 
 


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