Como impactou o clima nas culturas em março

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Imagem: Pixabay
METEOROLOGIA

Como impactou o clima nas culturas em março

Centro-Oeste e Matopiba tiveram mais chuvas enquanto no Sul houve menos precipitação
Por: -Eliza Maliszewski

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o Boletim de Monitoramento dos Cultivos de Verão referente a março. Os dados servem apoiar as estimativas de safra, análise de mercado e gestão de estoques da companhia. As condições das lavouras são analisadas através do monitoramento agrometeorológico e espectral, em complementação aos dados de campo, que resultam em diagnóstico preciso, auxiliando no aprimoramento das estimativas da produção agrícola.

Durante as três primeiras semanas de março houve chuvas em todas as regiões produtoras do país. Os maiores volumes acumulados ocorreram no centro-norte, com destaque para os estados do Mato Grosso, do Tocantins e do Pará. Essas chuvas foram favoráveis às lavouras de soja e milho primeira safra ainda em floração e enchimento de grãos, e para o milho segunda safra em emergência e início de desenvolvimento. Nota-se nos mapas de precipitação acumulada a cada sete dias índices elevados de chuva em curtos períodos de tempo, o que atrasou e dificultou a colheita da soja principalmente em áreas do Mato Grosso e do Tocantins. Já no centro-sul e centro-norte da Bahia, choveu pouco em todas as três semanas, o que reduziu o armazenamento hídrico no solo.

No Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina não choveu entre os dias 08 e 14/03. No entanto, as chuvas retornaram na semana seguinte, mantendo a umidade no solo em níveis suficientes para o desenvolvimento das lavouras. Essa condição de chuva intercalada por tempo seco ocorreu na maioria das regiões produtoras do país e foi favorável tanto às lavouras em maturação e colheita quanto às em desenvolvimento.

Além da maior luminosidade, o tempo seco favorece o manejo, desde que as condições de umidade e de armazenamento hídrico no solo estejam adequadas.

O mapa da média diária do armazenamento hídrico no solo ao longo das três primeiras semanas do mês mostra índice elevados na maior parte do Centro-Oeste, do MATOPIBA e do Sudeste. No Mato Grosso do Sul, em partes de São Paulo e dos três estados da região Sul há áreas com índices menores, resultantes de períodos com pouca ou nenhuma precipitação. Já no centro-sul e centro-norte a Bahia essa média indica uma condição de restrição hídrica, sobretudo, no norte do estado.

Nos mapas de umidade no solo a cada período de sete dias observa-se a redução do armazenamento hídrico no centro-sul e centro-norte da Bahia. No início do mês as condições estavam favoráveis no centro-sul do estado. Houve uma piora, também, em áreas do Mato Grosso do Sul, o que pode ter impactado lavouras de milho segunda safra em emergência e início de desenvolvimento. Nas demais regiões produtoras do país, as condições, no geral, se mantiveram estáveis.


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