Compensações para Países que produzem de forma sustentável
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Agronegócio

Compensações para Países que produzem de forma sustentável

Kátia Abreu, afirmou que o setor agropecuário precisa ser ouvido nos debates sobre meio ambiente
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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nessa segunda-feira (18/06), no Rio de Janeiro, que o setor agropecuário precisa ser ouvido nos debates sobre meio ambiente e em fóruns internacionais, como a Rio+20. Defendeu que os países que produzem alimentos de forma sustentável sejam compensados pela adoção de práticas corretas de produção. “Os países que fazem muito do ponto de vista ambiental têm custos e esse posicionamento precisa ser valorado”, afirmou. A presidente da CNA apresentou, nessa segunda-feira, o documento de posicionamento do setor agropecuário para a Rio+20. Esse pagamento, lembrou, vai garantir que a remuneração seja oriunda não só da venda de grãos, carnes e de outros produtos agropecuários, mas também das práticas sustentáveis implementadas nas fazendas.

Na avaliação da presidente da CNA, o consumidor precisa ter conhecimento das técnicas e boas práticas de sustentabilidade adotadas pelos produtores brasileiros em suas propriedades. Esse reconhecimento virá por meio de uma melhor remuneração, especialmente no caso dos pequenos. Além disso, a senadora Kátia Abreu defendeu a adoção de tecnologias que garantam a preservação da natureza e a implementação de uma agricultura de baixo carbono. “Os produtores não têm acesso a essa tecnologia na prática. Para que essa tecnologia chegue a todos os produtores, nós precisamos de assistência técnica”, afirmou. Lembrou, também, que o Governo federal quer incentivar a recuperação de 15 milhões de hectares até 2020, por meio do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e propôs mais incentivos para as práticas corretas, apoio que pode vir do governo brasileiro ou de outros países.

Para a senadora Kátia Abreu, a economia verde é um caminho correto que une a preservação ambiental e as questões econômicas. “Enquanto nós insistirmos em isolar, num Muro de Berlim ou numa Muralha da China, não funcionará. Muitos muros caíram e esse também cairá nessa conferência, porque ela chama produtores e empresários, para que possamos encontrar uma economia de baixo carbono, uma economia verde”, afirmou. Destacou que o setor agropecuário tem atuado dessa forma há muito tempo, com a produção de comida, madeira e matéria-prima para biocombustíveis em 27,7% do território nacional. As áreas de floresta nativa que estão preservadas somam 61% do território.

Sobre a Rio+20, a presidente da CNA avaliou que os debates evoluíram desde 1992, quando foi realizada a Eco+92, conferência internacional que precedeu a conferência atual. Lembrou que o setor agropecuário não participou da Eco+92, mas que, em 2012, os produtores rurais estão participando do debate de forma efetiva, apresentado dados que comprovam a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira. “Esse debate não é mais exclusividade de um determinado grupo. Nós não somos meros espectadores”, afirmou a presidente da CNA. Citou que um grande números de famílias têm visitado o Espaço AgroBrasil, da CNA, localizado no Pier Mauá, o que demonstra o interesse da sociedade pelas ações e propostas defendidas pelo setor agropecuário. Acrescentou que a sociedade de modo geral também intensificou o debate sobre meio ambiente e que muitas pessoas esperam muito de uma conferência internacional como essa. Lembrou que espera, da conferência, “uma mudança de comportamento, de atitude em relação a um debate que se aflora”.

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