Compras antecipadas garantem economia de 15%

Agronegócio

Compras antecipadas garantem economia de 15%

Em MT o movimento de antecipação de compras também foi intenso
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Os produtores que anteciparam a compra de adubo para a safra 11/12, que só começa a ser cultivada em setembro, conseguiram economizar até 15%. Em Mato Grosso, de abril até o fim de junho os principais componentes dos adubos tinham subido em média 15%. Em relação à safra passada, o aumento de preços até o fim de junho acumulava 9,57% para o fertilizante, 25% para o cloreto de potássio e 9,81% para o fósforo. Na soja, o peso do adubo no custo operacional de produção representa entre 23% e 30% e, no milho, entre 22% e 30%, segundo estudo do Cepea/Esalq-USP.


"O produtor acompanha as tendências e sabia que os aumentos viriam. Há realmente uma tendência de valorização dos fertilizantes", afirmam os especialistas. "A valorização das commodities agrícolas, que ficou em torno de 30% do ano passado para cá, puxa para cima também o preço dos adubos. Além disso, a Europa está comprando fertilizantes agora para a sua safra e, no Brasil, há grande demanda também na cana-de-açúcar.

Em Mato Grosso, principal produtor de soja do país, com safra de 20,5 milhões de toneladas em 10/11, o movimento de antecipação de compras de insumos para a próxima safra também foi intenso. Conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até maio, 82% do total de fertilizantes necessários para o próximo plantio de soja já haviam sido comprados (ante 65% em 2010), e 77% dos defensivos (ante 71% no mesmo período de 2010). A compra à vista aumentou, passando para 44% em relação aos fertilizantes - ante 40% no ano passado - e 38% no caso de defensivos, ante 10% no ano passado.


Para José Vicente Ferraz, a antecipação de compras de insumos é uma boa estratégia para reduzir riscos. "O produtor faz uma espécie de hedge, na qual fecha com antecedência seu custo de produção e já sabe, em sacas, quanto vai lucrar lá na frente", diz. "E, mesmo que se abra mão de um lucro excepcional na hora da colheita da safra, trata-se de uma boa estratégia para garantir um rendimento razoável e cobrir os custos".

A maior capitalização dos produtores mato-grossenses, além da possibilidade que eles tiveram de quitar dívidas passadas com o bom rendimento não só da última safra, mas da anterior, permitiu que eles investissem mais na compra à vista. A compra a prazo, porém, com promessa de pagar às revendedoras e às tradings insumos com grãos continuou significativa. Na parcela de 56% de compras de fertilizantes para soja realizadas a prazo, 88% das operações foram à base de troca por grãos com as revendas. O restante foi preço pré-fixado em dólar.


Para analistas de mercado, a antecipação, além de ser benéfica para reduzir os custos de produção dos agricultores, também demonstra um maior profissionalismo do homem do campo que, a cada safra, busca melhorar a gestão da propriedade para minimizar os riscos diante das constantes oscilações no mercado de commodities. (MM)

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