Comunidade científica homenageia pesquisadores da Embrapa

Agronegócio

Comunidade científica homenageia pesquisadores da Embrapa

Rodolfo Rumpf e Elíbio Rech são reconhecidos pelo trabalho desenvolvido em prol da agropecuária brasileira
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Os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rodolfo Rumpf e Elíbio Rech, obtiveram recentemente homenagens da comunidade científica brasileira pelo trabalho que vem desenvolvendo em prol da agropecuária no país.

Rodolfo Rumpf foi admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de comendador, conforme decreto presidencial de 15 de março último, publicado no Diário Oficial do dia 16 de março. As insígnias e o diploma da Ordem serão entregues pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia a ser realizada no Palácio do Planalto, ainda sem data definida. Esse é o maior reconhecimento que um cientista pode obter no Brasil.

Elíbio Rech foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências, na área de ciências agrárias, em eleição realizada durante assembléia geral, no dia 28 de março. A assembléia elegeu 19 novos membros, e junto com Elíbio na área de ciências agrárias, foi definido também o pesquisador da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Roland Vencovsky.

A ABC conta com 362 membros titulares e 146 estrangeiros e, para eleger um novo componente, a assembléia deve contar com 50% dos membros mais um, sendo sempre dois concorrentes por vaga. Além de Elíbio, outros três pesquisadores da Embrapa compõem o quadro da Academia: Avílio Antônio Franco, Ady Raul da Silva e Luiz Antônio Barreto de Castro.

Vitórias na área de reprodução animal colocam o Brasil em posição de destaque mundial

Rodolfo Rumpf é médico veterinário graduado pela Universidade Federal de Pelotas, com doutorado pela Universidade de Medicina Veterinária de Viena, Áustria, e pós-doutorado pela Universidade de Montreal, Canadá. Em1989, ingressou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, onde trabalha até hoje, sempre na área de reprodução animal.

Atualmente, é líder da equipe de reprodução animal da Unidade, que coleciona sucessos para a pecuária de nosso país. Como exemplo, podemos citar o desenvolvimento do primeiro clone bovino da América Latina: a bezerra Vitória da Embrapa, nascida em 2001. Em 2004, Vitória deu a luz à bezerrinha Glória, saudável e perfeita, provando ser realmente uma vitória científica do ponto de vista reprodutivo.

A equipe foi responsável também pelo nascimento do clone bovino “Lenda da Embrapa”, em 2003, desenvolvida a partir de células ovarianas de uma vaca morta. . A clonagem a partir de células retiradas de um animal morto abre para a ciência um excelente precedente, já que além de possibilitar a recuperação de animais de alto valor produtivo, pode ser usada também para regenerar animais silvestres ameaçados de extinção

Plantas transgênicas: mais produtividade e benefícios para a saúde

Elíbio Rech é agrônomo, graduado pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em fitopatologia pela mesma Universidade, e doutorado e pós-doutorado na Inglaterra, pela Universidade de Nottingham. Ingressou na Embrapa em 1981 e sempre trabalhou na área de biotecnologia vegetal. Em 2002, foi admitido também na Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de comendador.

Desde que entrou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o pesquisador vem trabalhando no desenvolvimento de plantas transgênicas com características de interesse para a agropecuária nacional. Dentro dessa área, merece destaque o fato de ter trazido e adaptado para o Brasil a tecnologia de biobalística, que foi determinante para o avanço das pesquisas de transformação genética de plantas.

Essa tecnologia se baseia na utilização de um equipamento denominado “gun”, ou canhão em português, que recebeu esse nome por bombardear os genes de interesse para dentro das células vegetais, junto com partículas de ouro e tungstênio, permitindo que se incorporem ao DNA das espécies que se deseja transformar.

Atualmente, Elíbio e sua equipe, em parceria com universidades e instituições de pesquisa brasileiras, vêm se dedicando à produção de plantas vacinas que, num futuro próximo, trarão inúmeros benefícios à saúde humana.

Nessa linha, estão em desenvolvimento plantas de soja com anticorpo para combater o câncer de mama; alface com gene para controlar a diarréia infantil; soja com gene que estimula o hormônio de crescimento e uma soja com um fator anticoagulante, que poderá ser um alento para os hemofílicos.


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