Conab prevê safra agrícola recorde neste ano


Agronegócio

Conab prevê safra agrícola recorde neste ano

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A safra de grãos que começa a ser colhida nos próximos dias deverá ser recorde, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Brasil deverá colher 112,4 milhões de toneladas, o que representa um valor bruto de R$ 64 bilhões. O bom desempenho é resultado do acréscimo na produção de soja e também de milho na segunda safra. A estimativa é de que a safrinha seja de 9 milhões de toneladas - desde 1999 o País não registrava uma produção tão grande deste grão.

O levantamento feito pela Conab confirma o avanço da soja, que incorporou algumas áreas anteriormente cultivadas com algodão e milho. A safra da oleaginosa deverá alcançar 49,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,5% sobre a anterior. O ministro acredita que o complexo vai responder por 10% das exportações totais brasileiras.

A produção nacional divulgada ontem pelo ministro da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento Roberto Rodrigues será 16,3% superior à safra passada. Para atingir a marca recorde, os produtores aumentaram em 5,4% a área cultivada. Segundo o levantamento da Conab, nos últimos 13 anos, a superfície plantada no País passou de 37,9 milhões de hectares para 42,3 milhões de hectares. No mesmo período, o crescimento da produção foi maior, saindo do patamar de apenas 57,8 milhões de toneladas para os atuais.

"O aumento da safra não é bom apenas para o produtor, mas principalmente para o consumidor, já que há garantia de abastecimento interno e de estabilidade de preços", afirmou Rodrigues. Segundo ele, o valor bruto da produção agrícola brasileira nesta safra deve crescer 22% em relação a anterior, passando de R$ 51,5 bilhões a R$ 64 bilhões.

O ministro disse que os bons preços dos produtos, o clima - que embora tenha provocado o atraso no plantio é favorável ao desenvolvimento das culturas - o emprego de tecnologia e o crédito são os fatores que determinaram o desempenho da produção nacional. Os dados da Conab mostram, por exemplo, que o consumo de adubos foi 12% maior, chegando a 19,1 milhões de toneladas. Para estimular a venda da próxima safra, segundo informou o ministro, o Banco do Brasil (BB) está colocando à disposição dos produtores R$ 250 milhões de recursos adicionais, por intermédio da Linha Especial de Crédito à Comercialização (LEC), criada neste ano.

Mais algodão

Para o algodão em caroço, a previsão é que a safra suba 5,7%, para 1,316 milhão de toneladas, embora tenha ocorrido queda de 4,4% na área. Para o arroz, houve queda na área (1,1%), mas com colheita estimada em 11,1 milhões, alta de 4,3% em relação ao volume produzido em 2002. Segundo o ministro, a maior redução ocorreu na região onde o plantio é de sequeiro, pois o arroz concorre com a soja que estava com preços mais remuneradores.

A produção de milho também deve ter um bom desempenho, sobretudo na safrinha. A estimativa é que o País colha 40,8 milhões de toneladas, aumento de 15,8% sobre a safra passada. Os bons preços neste semestre têm impulsionado o plantio da segunda safra, que vai responder por 21% do abastecimento. O levantamento aponta crescimento de 45,1% no milho safrinha, passando de 6,1 milhões em 2002 para 9 milhões de toneladas em 2003.

O último recorde na segunda safra do cereal foi em 1999, quando foram colhidas 6,3 milhões de toneladas. "A Conab estima que essa produção poderá ser ainda maior, chegando a dez milhões de toneladas, se o clima ajudar." O país vai consumir 36,6 milhões de toneladas e pode exportar outras 3 milhões.

A safra de trigo também será outro destaque, com 4,5 milhões de toneladas, aumento de 54,5% sobre a anterior. Segundo o ministro, o crescimento está relacionado à valorização do preço no mercado. No ano passado, a tonelada era vendida por R$ 300 e hoje, está cotada em R$ 500. Com a maior produção, a expectativa é que as importações caiam de 7,6 milhões de toneladas para 6,5 milhões de toneladas. A Conab prevê safra de feijão de 2,3 milhões de toneladas, relativo apenas do primeiro e segundo cultivo.


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