Congressista dos EUA causa IARC de usar “má ciência”

Imagem: Marcel Oliveira

ACUSAÇÃO

Congressista dos EUA causa IARC de usar “má ciência”

Congressista questiona por que os contribuintes norte-americanos seguem financiando agência
Por: -Leonardo Gottems
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O congressista de Utah, nos Estados Unidos, Jason Chaffetz, questionou o financiamento dos contribuintes norte-americanos a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). O órgão, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS) virou alvo de polêmica quando classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno”. 

Conforme Chaffetz, a IARC estaria se valendo de “má ciência” para influenciar políticas públicas ao redor do mundo. “Os padrões e determinações da IARC para classificar substâncias como cancerígenas parecem inconsistentes com outras pesquisas científicas e geraram muito controvérsia e alarme. A agência possui um registro de controvérsia, retratações e inconsistências”, acusa Chaffetz. 

Diante desse cenário, o congressista quer saber o porquê de os contribuintes norte-americanos seguirem financiando a agência, que é sediada na França. Em 50 anos de atuação e mais de mil testes realizados pelos cientistas da IARC, apenas uma substância analisada pela IARC não foi classificada como cancerígena. 

Para o congressista, o atual alvo da agência e do que ele classifica como ativistas, é o glifosato, um dos defensivos agrícolas mais utilizados no mundo. Conforme Chaffetz, apesar dos centenas de testes químicos já terem comprovado a segurança do produto, os ativistas tentam banir o glifosato do mercado. 

Em 2015 a agência classificou o glifosato como potencial cancerígeno, mesmo encontrado evidências limitadas para apenas um tipo de câncer e ter sido a única agência a classifica-lo desta forma. Na ocasião, Bernard Url, chefe da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), também criticou a agência. 

“O primeiro sinal da era da ciência de Facebook. Você tem uma avaliação científica; você coloca no Facebook e conta quantas pessoas gostam”, afirma Url. Alguns meses depois, a EFSA concluiu: "é improvável que o glifosato represente um risco cancerígeno para os seres humanos, e as evidências não apoiam a classificação no que diz respeito ao seu potencial cancerígeno". 

Outras entidades ligadas ao setor agrícola e pesquisadores também já divulgaram estudos que mostram a segurança do produto. Apesar disso, alguns países europeus e Estados norte-americanos estão classificando o glifosato como de alto risco e até infringindo restrições a comercialização e utilização do produto. 


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