Congresso nacional discute avanços do feijão caupi em Belém

Agronegócio

Congresso nacional discute avanços do feijão caupi em Belém

A cultura do feijão caupi avança no país, especialmente na região Norte, onde o Pará é o estado que mais produz, com 41 mil toneladas, sendo o quarto maior produtor do país
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O debate sobre os rumos da cultura do feijão caupi no país é o principal objetivo do II Congresso Nacional de Feijão Caupi, aberto na noite dessa segunda-feira no Hilton Belém. O evento, que vai até o dia 27, faz parte da programação dos 70 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tendo a parceria da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri).

Na cerimônia de abertura, o diretor adjunto da Sagri, Raimundo Portilho, destacou o trabalho de fomento realizado pelo governo para fortalecer a cultura no estado, enfatizando a importância da parceria com órgãos do setor produtivo e de pesquisa, como a Embrapa, para superar os desafios. O presidente da Emater, Wiliamson Brasil, falou sobre a importância da pesquisa e da extensão rural para a expansão do feijão caupi no Pará.

A cultura do feijão caupi avança no país, especialmente na região Norte, onde o Pará é o estado que mais produz, com 41 mil toneladas, sendo o quarto maior produtor do país. Com 60 mil hectares plantados, a cultura gera cerca de 100 mil ocupações no campo e ocupa 10% do agronegócio estadual de grãos.

Os pesquisadores vão apresentar no congresso novas variedades de feijão caupi para ampliar a oferta do produto no mercado. Um deles é Francisco Rodrigues Freire Filho, vencedor do maior prêmio Frederico de Menezes Veiga 2009, pelo seu trabalho de melhoramento genético do feijão caupi. A cultura representa uma importante opção para os produtores que buscam arranjos produtivos mais eficientes e com boas perspectivas de mercado.

Rico em ferro e zinco, o feijão caupi é originário da África. Chegou ao Brasil na metade do século XVI, trazido pelos colonizadores portugueses. No Pará foi introduzido por imigrantes nordestinos há mais de 50 anos e hoje é para o nordeste brasileiro que vão 90% da produção paraense. Uma campanha, apoiada pela Sagri, incentiva o consumo no estado por meio da introdução do produto na merenda escolar e na alimentação dos soldados nos quartéis.

O gerente da área de grãos e tubérculos da Sagri, Ribamar Nogueira, vai participar da mesa redonda sobre oportunidades e entraves, falando sobre a política de fomento do feijão caupi no estado. A Sagri também vai participar do Dia de Campo que vai encerrar a programação do congresso dia 28, no município de Tracuateua.

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