Conselho temático discutirá futuro da agroindústria

Agronegócio

Conselho temático discutirá futuro da agroindústria

O diretor executivo da ACAV e do Sindicarne SC, Ricardo Gouvêa fala do assunto
Por: -Joana
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Discutir as grandes questões da atualidade e pavimentar o futuro da agroindústria brasileira. Esses são os objetivos do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro), recém-criado no âmbito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de SC (Sindicarne), Ricardo Gouvêa, é o único representante catarinense no colegiado, representando a Fiesc.


A CNI está preocupada com a agroindústria brasileira?
Ricardo Gouvêa – Sim, porque representa um setor intensivista em emprego de mão de obra. É uma das áreas mais importantes da economia brasileira. A Confederação Nacional da Indústria é o órgão máximo de representação da indústria brasileira e reúne todas as Federações das Indústrias dos Estados. Tem como principal objetivo representar e defender os interesses das indústrias no cenário nacional. O Conselho Temático da Agroindústria, criado e instalado recentemente, tem como objetivo assessorar a CNI em matérias relativas ao desenvolvimento e à competitividade dos diversos setores da agroindústria.

Quais são as atribuições desse novo colegiado?
Ricardo Gouvêa – O Conselho Temático da Agroindústria, Coagro, é órgão consultivo integrante da estrutura da CNI. Compete ao conselho debater, realizar estudos e pesquisas nas áreas da agroindústria, propor políticas ou medidas voltadas para a melhoria da competitividade das cadeias produtivas da agroindústria, analisar projetos de lei ou medidas governamentais que afetem os setores da agroindústria e propor ações a serem promovidas pela CNI, promover ou estimular a interação das entidades representativas da agroindústria com a CNI e Federações das indústrias, examinar questões conexas à agroindústria, como seguro agrícola, meio ambiente, agroenergia, armazenagem, inovação, medidas fitossanitárias, inserção internacional e propor posicionamentos da CNI.


Nesse período em que atua como membro, quais as principais ações?
Ricardo Gouvêa – Na reunião de instalação os membros do Conselho estabeleceram como principal pauta de trabalhos o apoio ao novo Código Florestal, relação comercial com a China; infraestrutura, compreendendo energia elétrica, portos e estradas, além de relação cambial e outros temas.

Que metas estão traçadas para este ano? Qual a importância da participação de um catarinense nesse conselho?
Ricardo Gouvêa – Estou representado a FIESC e destaco que Santa Catarina é o Estado no qual estão instaladas as maiores agroindústrias da América Latina, além de outras atividades agroindustriais de destaque e os principais Portos de exportação. A participação em tão importante Conselho tem como prioridade incluir na pauta de debate do Conselho temas que irão impactar positivamente na competitividade e desenvolvimento do agronegócio de Santa Catarina.


Que contribuição a experiência catarinense na agroindústria pode levar ao país?

Ricardo Gouvêa – O modelo da agroindústria de Santa Catarina, é exemplo para vários Estados e, inclusive, para outros países.

Quando assumiu como membro do conselho, tinha alguma missão prioritária?
Ricardo Gouvêa – Como representante da FIESC, minha missão é levar ao Conselho as principais demandas do agronegócio catarinense. Por exemplo, somos um Estado dependente da produção de grãos, principalmente milho, de outras Unidades Federativas. Precisamos ter uma política fiscal para redução do custo, assim como de fornecimento r transporte de grãos.

Que avanços são fundamentais para a continuidade do crescimento da agroindústria brasileira? E que barreiras impedem esse avanço?
Ricardo Gouvêa – O Brasil precisa definir uma política agrícola que dê maior estabilidade ao produtor e ao mercado. Dependemos hoje, exclusivamente, de transporte rodoviário. São necessários estradas e portos, assim como outras alternativas de transporte. Outra prioridade é o posicionamento frente a barreiras comerciais e sanitárias a produtos brasileiros impostas por alguns parceiros comerciais.


Como o Brasil é visto pelo resto do mundo em relação a produção agroindustrial?
Ricardo Gouvêa – O mundo sabe que o Brasil irá tornar-se uma potência planetária em termos de produção de alimentos. Somos imbatíveis em qualidade e preço.

Quais os principais desafios comerciais e jurídicos para o fortalecimento da agroindústria?

Ricardo Gouvêa – Nesse momento, a política cambial nos atrapalha e retira competitividade de muitos produtos brasileiros. De outro lado, o excesso de leis e regulamentos e a existência de muitas normas incoerentes atrapalham a produção de carnes, grãos, leite etc.


As informações são da MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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