Contratação de safreiros pode ser tardia
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Imagem: Divulgação
TABACO

Contratação de safreiros pode ser tardia

Com avanço da Covid-19 pode haver atraso no chamado dos trabalhadores
Por: -Eliza Maliszewski

O agravamento da pandemia do coronavírus, que colocou o Rio Grande do Sul na classificação de risco altíssima da bandeira preta do distanciamento controlado, impacta na contração de mão de obra temporária no tabaco. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) o percentual de crescimento na oferta de vagas, projetado entre 8% e 10%, não deve ser confirmado.

Com restrições na indústria o sindicato também acredita que algumas contratações ocorrerão de forma tardia, mantendo parte dos contratos ativos até os meses de novembro e dezembro. Em anos normais, os contratos encerram-se entre os meses de agosto e setembro.

“Estamos acompanhando de perto, e com preocupação esta situação, sob dois aspectos: ao ponto de vista sanitário, no que diz respeito às medidas tomadas pelas empresas e, da mesma forma importante, a respeito da possibilidade de redução de postos de trabalho neste ano. O Stifa mantém contato permanente com as empresas e pede sensibilidade para que as contratações não sejam retardadas e ocorram para os safreiros que aguardam com ansiedade”, destaca o presidente Gualter Baptista Júnior.

As indústrias do setor deram exemplo no cumprimento rigoroso das regras. e nenhuma teve que ser fechada por surto de contaminação da doença. As indústrias do setor paralisaram as atividades apenas por um período em março do ano passado e conseguiram agir de forma rápida para atender com segurança a todas as exigências e poder enfrentar a fase atípica com proteção das pessoas e garantia das operações. Desde abril de 2020, o setor mantém suas atividades adotando todas as recomendações das autoridades de saúde para prevenção do coronavírus”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke.

Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) no Rio Grande do Sul, a estimativa de produção aponta para 263.971 toneladas de tabaco, cultivados numa área de 123.257 hectares. A safra conta com 70.997 famílias produtoras.


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