Contratos de opção de café têm boa procura
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Agronegócio

Contratos de opção de café têm boa procura

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A grande procura pelos contratos de opção de café poderá não se reverter em compra por parte do governo. Nos três leilões foram ofertadas 2,2 milhões de sacas de café arábica e comercializadas 90,99% do total e outras 800 mil sacas de robusta, sendo 6,31% contratadas. No entanto, a avaliação do governo é que o anúncio da safra, na próxima quinta-feira, deverá afetar positivamente o mercado.

Na semana que vem, o ministro da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Roberto Rodrigues, irá anunciar uma safra de café menor que a estimada anteriormente – entre 27 e 29 milhões de sacas. Fala-se em quebra de produção em Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, decorrente do menor investimento em tratos culturais.

No terceiro leilão de contrato de opção, realizado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), quase não houve procura pelo robusta. O ágio chegou a 689% em Minas Gerais. Desde o primeiro leilão, o prêmio tem sido alto, passando de R$ 5 por saca para R$ 7,50 por saca, ontem. Na avaliação do diretor do Departamento de Café do ministério, Vilmondes Olegário da Silva, o alto prêmio significa que o produtor acredita que o mercado vai cair em setembro ou novembro, quando vencem as opções, o que demandaria a compra pelo governo.

No entanto, o secretário de Produção e Comercialização, Linneu Costa Lima, acredita que a quebra da safra poderá elevar o mercado para R$ 220 a R$ 230 a saca (arábica) no exercício das opções. "O que vai decidir o mercado é a nova avaliação da safra". Lima acredita ainda que boa parte das opções serão transformadas em Empréstimo do Governo Federal (EGF). Nos próximos dias, o governo publica o decreto que regulamenta a liberação dos recursos, com preço mínimo de R$ 157 a saca (arábica).

"Dificilmente os produtores vão pegar os recursos porque estão endividados. O governo precisa dar uma garantia de preço", afirmou José Edgar Pinto Paiva, diretor da Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg). Para ele, o volume de contrato – 3 milhões de toneladas – não será suficiente para aumentar o preço do produto.


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