Controle biológico de lavouras será adotado como política pública no Paraná
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Agronegócio

Controle biológico de lavouras será adotado como política pública no Paraná

Regulamentação deve gerar a profissionalização do setor
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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, vai adotar nos próximos meses a prática do controle biológico como política pública para reduzir a incidência de resíduos químicos nos alimentos no Paraná. O secretário Norberto Ortigara reuniu-se nessa quarta-feira (22), em Curitiba, com dirigentes da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio) para tratar das estratégias para disseminar a prática do controle biológico no Estado, assim que for regulamentado pelo Ministério da Agricultura.

Os dirigentes da ABCBio Danilo Pedrazzoli e Gustavo Herrmann afirmaram que contam com o apoio da secretaria para o processo de regulamentação e o controle de qualidade dos produtos que fazem o controle biológico, que está em tramitação no ministério. Entre as preocupações da instituição está a oferta de produtos que tenham eficiência comprovada e de qualidade.

Segundo a associação, os produtos de baixa toxicidade têm prioridade nos registros do governo federal e eles solicitaram o mesmo procedimento no Paraná. Para Ortigara, toda inovação tecnológica como forma de produzir é bem-vinda no Estado e o controle biológico pode ser uma alternativa à falta de registro de produtos químicos para produtos como aveia, cevada, uva, mandioca e outros que enfrentam restrições de uso.

Segundo ele, no Paraná a fiscalização agropecuária promovida pela Adapar é rígida no cumprimento das normas, o que acaba criando conflitos com engenheiros agrônomos que não conseguem receitar produtos para determinadas culturas por falta de registro no Ministério da Agricultura. “Muitos produtores utilizam produtos recomendados para outras culturas, sem o receituário adequado, o que contraria a lei”, explicou.

Os empresários acreditam que a regulamentação deve gerar a profissionalização do setor. “Há muitos oportunistas no mercado que acabam oferecendo produtos para o controle biológico, mas na verdade embutem química em suas fórmulas, que provocam resíduos da mesma forma que os demais produtos da indústria química”, afirmou Pedrazzoli.

Para isso, foi criado um selo de certificação de qualidade que será lançado até 2014, para garantir a qualidade dos produtos das empresas que estão no mercado. Segundo os representantes da ABCBio, atualmente cerca de 100 empresas trabalham com macro e microbiologia e grandes empresas estão se preparando para entrar nesse mercado, por meio de aquisições e fusões.

CONTROLE – O controle biológico é feito com produtos compostos à base de bactérias e fungos que reduzem a incidência de resíduos químicos nos alimentos e aliviam o impacto ambiental provocado pelos produtos químicos. São produtos menos agressivos ao meio ambiente e ao homem.

“Se for reduzido o uso de apenas uma aplicação de agrotóxicos em todo o processo de produção das principais lavouras, o ganho ambiental e de sanidade dos produtos será significativo”, disse o representante da Adapar Allan Gabriel Campos Pimentel.

Para ele, o governo deve se preocupar com o tema e adotar programas educativos porque certamente o País e o Estado serão cobrados no futuro pela incidência de resíduos químicos nos alimentos, que certamente será uma barreira ao comércio internacional. Para o técnico, por enquanto o mercado está comprando tudo com um pouco de facilidade por causa da escassez dos estoques mundiais de grãos. “Mas na hora que esses estoques forem recuperados, o rigor com a importação de produtos vai voltar e tanto o País como o Paraná precisam estar preparados”, afirmou.

Participaram da reunião os técnicos Airton Brizola e Nilceu Ricetti, do Instituto Agronômico do Paraná, e Diniz Dias D'Oliveira, do Instituto Emater.
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