Controle sanitário de bovinos para entrar na Expointer

Agronegócio

Controle sanitário de bovinos para entrar na Expointer

O presidente do Fundesa afirma que sempre em que o assunto sanidade é pauta, o papel do produtor é fundamental
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O presidente do Fundesa afirma que sempre em que o assunto sanidade é pauta, o papel do produtor é fundamental

As normas sanitárias para ingresso na Expointer 2016 não mudaram desde a última edição. Entretanto, é preciso reforçar aos produtores que irão levar bovinos para a feira que alguns requisitos são fundamentais para evitar o transtorno de não ter um exemplar admitido na exposição.  Além da apresentação de documentos comprobatórios de sanidade, conforme legislação federal, os animais devem estar em boas condições de saúde, sem sinais de doença e livres de parasitas.

Um destes parasitas é o carrapato, que provoca a Tristeza Parasitária Bovina (TPB). Trata-se da doença que mais causa prejuízos ao rebanho bovino no Rio Grande do Sul, com valores estimados em R$ 350 milhões por ano. Um dos entraves para o controle é que o carrapato vem apresentando resistência aos principais produtos para tratamento disponíveis no mercado. “O monitoramento é fundamental para impedir o alastramento do parasita, ainda mais em se tratando de uma feira internacional, como é a Expointer”, alerta Ivo Kohek Júnior, coordenador do Grupo Técnico do Carrapato/TPB na Secretaria da Agricultura.

O GT foi criado este ano pela Seapi , com o objetivo de esclarecer e orientar produtores para que o uso dos produtos disponíveis seja feito da melhor forma.  O grupo, que vai se reunir durante a Expointer, está elaborando um manual com algumas novidades sobre tratamentos e controle. A tristeza parasitária bovina é mais grave no Rio Grande do Sul do que em outros estados brasileiros por conta da presença de gado europeu, que é mais suscetível aos ataques do carrapato, ao contrário dos animais zebuínos que são mais resistentes.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber afirma que sempre em que o assunto sanidade é pauta, o papel do produtor é fundamental. “Por mais políticas públicas que existam, por mais recursos que entidades invistam, se o produtor não tiver a consciência de que precisa aplicar tratamentos e prevenções da forma adequada, o trabalho não será bem feito”.

Um evento internacional sobre o tema, promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS também vai abordar o assunto. O V Fórum de Responsabilidade Técnica e Sanidade na Produção Animal: Os Desafios do Controle do Carrapato será realizado no dia 1º de setembro das 14h às 17h no auditório da Federacite.

É necessário para  o ingresso na feira:

Guia de Trânsito Animal (GTA)

Atestado negativo para tuberculose e brucelose*

Não ter ectoparasitas (ex.: carrapato)

Não ter nenhuma doença infectocontagiosa (ex.: verrugas)

*Válido até o fim da feira

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