Cooperativa aposta em orgânicos e tem apoio do PAA na BA

Agronegócio

Cooperativa aposta em orgânicos e tem apoio do PAA na BA

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“Lidar com a terra não é algo tão simples. Estamos sempre pensando em aproveitar os nossos recursos naturais, mas de forma consciente, evitando ao máximo qualquer tipo de agressão à natureza”. Esta afirmação, de um dos sócios da Cooperativa de Pequenos Produtores e Produtoras Agroecologistas do Sul da Bahia (Coopasb), Luiz Souto, traduz um dos motivos que levaram a entidade, fundada em 1988, a apostar nos alimentos orgânicos como fonte de renda.

A comercialização, uma das fases mais difíceis do processo produtivo, foi ampliada graças ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pela Conab. “Tínhamos dificuldades para estocar o produto e muita coisa era perdida”, lembra o agricultor. “A Conab nos trouxe a solução com o programa que apóia a agricultura familiar e estamos esperando um resultado bastante positivo este ano”, comemora.

A Coopasb está executando, junto à estatal, um dos instrumentos do PAA chamado “Formação de Estoque para a Agricultura Familiar”, no valor de R$ 543 mil. O cacau orgânico, que há décadas sofreu com a vassoura-de-bruxa, está sendo o carro-chefe da entidade. O produto já foi até exportado para a empresa suíça, Benrain, especializada em chocolates finos.

Segundo a superintendente regional da Conab/BA-SE, Rose Pondé, cerca de 200 agricultores familiares estão envolvidos no projeto da Coopasb, que vai comercializar com a Companhia mais de 100 toneladas de fruta. “O PAA é um forte aliado desses produtores neste momento, principalmente porque se trata de um projeto agroecológico”, afirma.

O objetivo principal da Cooperativa é montar uma miniagroindústria para processamento do cacau. “Isso vai gerar empregos e fixar o jovem no campo, além de melhorar as condições de trabalho da mulher”.

Benefícios – Ao comprar produtos orgânicos (que dispensa o uso de agrotóxicos), os consumidores garantem a aquisição de um alimento ambiental, cujo processo de produção promove a proteção e regeneração do meio ambiente. Isso inclui a melhoria da qualidade da água, intensificação da vida microbiológica do solo, aumento da biodiversidade, dentre outros. “O agricultor orgânico, que considera a natureza sua aliada, observa-a e está sempre aprendendo com ela, respeita seu tempo, suas limitações de solo, água e clima”, defende Luiz.


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