Cooperativa estuda pagamento de "prêmio" aos produtores

Agronegócio

Cooperativa estuda pagamento de "prêmio" aos produtores

Projeto vai monitorar das sementes até a colheita
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A Cooperativa Integrada é uma das poucas do Paraná que faz a segregação dos grãos de milho convencional e transgênico. A separação começou a ser feita por exigência das indústrias de alimentos, clientes da cooperativa, mas sem qualquer acréscimo de custo. O preço praticado de seus produtos é o equivalente ao restante do mercado e, por isso, há estudos para a criação de um "prêmio", pago aos produtores que continuarem com o plantio não transgênico.

O objetivo é implantar já nesta safra (2009/10) e, por isso, estão sendo mantidas conversações com as indústrias para a implantação do projeto. "As indústrias consumidoras pagariam um pouco a mais mas, em contrapartida, teriam a garantia da rastreabilidade", salienta Glauco Tironi Garcia, gerente de Qualidade da Unidade Industrial de Milho da Integrada, instalada em Andirá (36 km a oeste de Jacarezinho). O projeto desenvolvido prevê o monitoramento das lavouras, antes mesmo do plantio, a começar pelas sementes.

Depois seriam tiradas amostras das plantas durante o seu desenvolvimento no campo, até o monitoramento da colheita. Este último item inclui um check-list nas colheitadeiras e nos caminhões transportadores para verificar se não há contaminação. Uma amostra dos grãos ainda seria submetida ao teste de PCR, para certificação da validade. "Para o funcionamento deste programa é preciso ser feito este monitoramento", diz o diretor de Qualidade. A princípio o prêmio aos produtores seria de 8% a 12% sobre o valor de mercado da saca.

"Temos que oferecer um prêmio real e justo para os nossos parceiros. As indústrias têm recebido bem a nossa proposta, mas ainda nada foi fechado", comenta Garcia. A capacidade de processamento da cooperativa é de 15 mil toneladas de milho, usado na fabricação de cereais matinais, snacks (salgadinhos tipo chips), cervejas, alimentação para bebês, biscoitos, barra de cereais, fubá, ração animal e óleo de cozinha refinado. O convencional é destinado às indústrias de alimentação humana e de animais (linha pet), enquanto o transgênico vai para fabricação de ração para engorda de animais.

"Os clientes (indústrias) querem o milho convencional para não ter que colocar na embalagem o selo de produto transgênico", explica Garcia. Como a Integrada recebe milho de outras cooperativas, do Paraná e do Mato Grosso, são feitos três testes: micotoxinas, organismos geneticamente modificados (OGM) e classificação (que avalia umidade e impurezas, por exemplo). Nas cargas de milho, é considerada contaminação um índice superior a 0,9% de transgênicos; a cooperativa já rastreou índices de até 8% e devolveu a carga.

Nesta safrinha, a cooperativa tem uma área plantada de 96 mil hectares; na primeira safra a área sobe para 35 mil hectares. Na safra 2008/09 a área cultivada de milho transgênico foi de 5%, enquanto na safrinha esse índice subiu para 18%. A estimativa para o próximo plantio (verão) é de 25% de OGM.

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