Coopercitrus cresceu mais de 60% em dois anos
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Agronegócio

Coopercitrus cresceu mais de 60% em dois anos

Números demonstram crescimento da cooperativa em meio a desaceleração da economia brasileira
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Números significativos demonstram o crescimento da cooperativa em meio a desaceleração da economia brasileira
 
Nos últimos anos o agronegócio brasileiro cresceu, se desenvolveu e chamou a atenção de todo o mundo. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a agropecuária é um dos poucos setores que apresentou aumento no PIB (Produto Interno Bruto) em 2011. A Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais) também tem indicadores excepcionais que comprovam seu crescimento nos últimos anos. Em dois anos, a cooperativa com sede na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo, cresceu mais de 60%, ultrapassando a marca de R$ 1,1 bilhão de faturamento em 2011.
 
O excepcional é que este número se refere exclusivamente à comercialização de máquinas e insumos agrícolas. A receita bruta da Coopercitrus no exercício de 2010 somou R$ 914,5 milhões e a cooperativa encerrou 2011 com faturamento que ultrapassou R$ 1,1 bilhão. “Com maior participação no mercado, adquirimos mais força na negociação com fornecedores, fazendo com que o custo fixo da Coopercitrus seja percentualmente menor, além de proporcionar mais recursos para concessão de prazos adequados a cada cultura”, comenta José Vicente da Silva, diretor de administração e negócios da Coopercitrus.
 
No ano em que completou 35 anos de atividades, a Coopercitrus reformulou sua área comercial e administrativa, mas o principal marco do ano foi a reformulação na forma de comercialização de seus produtos, com a inauguração de seus shoppings rurais em Bebedouro, Ribeirão Preto e Monte Alto.
 
Com o conceito de shopping rural, o cooperado e toda população, podem escolher livremente os produtos de que necessitam, expostos em prateleiras para seu autoatendimento, com exceção dos produtos de venda técnica que precisam de prescrição de receita. A intenção é que até o final de 2012, várias unidades de shoppings rurais sejam inaugurados.
 
Novidade no mercado: Shopping Rural
 
Além disso, em 2011 a Coopercitrus diversificou ainda mais suas atividades e atendeu a uma reivindicação de seus cooperados com a criação do setor de irrigação e passou a fornecer projetos completos de irrigação por gotejamento.
 
Reflexo de todos esses fatores positivos é o ingresso anual médio de 1000 novos cooperados, sem que a Cooperativa tenha aberto lojas ou feito campanhas para ampliação de seu quadro de associados. “Já temos 20 mil cooperados no total. São produtores rurais em busca de um porto seguro para suas atividades, tanto na orientação técnica quanto na diversificação e nas condições gerais de aquisição de insumos para o desenvolvimento de suas culturas”, ressalta o diretor de administração e negócios.
 
José Vicente explica ainda que a Coopercitrus tem trabalhado fortemente para reduzir o custo e melhorar a produtividade das atividades dos cooperados e que tem investido em mudanças nos Departamentos Técnico e Comercial, com o objetivo de que as recomendações sempre visem a soluções que sejam seguras, eficientes e com o menor custo para os produtores.
 
O notável é que apesar de a Coopercitrus estar crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, mudando seu conceito de atendimento, os custos continuam os mesmos. “Atingir a cifra de R$ 1,1 bilhão é importante porque nós estamos muito preocupados em reduzir custo fixo e se você aumenta o faturamento, aumenta o lucro que é repassado ao cooperado, então o nosso foco é repassar essa vantagem para o cooperado, para que ele tenha preços cada vez melhores e o que eu sempre desejo é que o cooperado seja fiel a cooperativa, pois quanto mais ele compra na Coopercitrus, força a redução de preço, porque a despesa fixa da cooperativa já esta pré-estabelecida”, comenta o presidente da Coopercitrus, Raul Huss de Almeida.
 
Crescimento da Coopercitrus em meio a desaceleração da economia brasileiraEnquanto a economia nacional sentiu o efeito da crise econômica que ameaça todos os países, o agronegócio brasileiro mostrou que continua evoluindo. Estudo realizado no terceiro trimestre de 2011 mostra crescimento de 3,2%, comparado ao segundo trimestre de 2011.
 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) acumulado no terceiro trimestre de 2011. A variação geral foi nula (0,0%), se comparada ao segundo trimestre do mesmo ano. Já a agropecuária foi o único setor da economia que apresentou crescimento (3,2%) no mesmo período analisado. Os setores de indústria e serviços tiveram variação negativa (-0,9%) e (-0,3), respectivamente.
 
Apesar de o setor de máquinas agrícolas no Brasil não ter apresentado em 2011 um bom desempenho e ter tido uma queda de faturamento de aproximadamente 15%, a Coopercitrus apresentou um ótimo desempenho neste setor e ao invés de apresentar queda de faturamento, teve um incremento e apresentou inclusive, durante a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), em Ribeirão Preto, SP, um faturamento 27% superior ao da Agrishow de 2010.
 
São investimentos em tecnologia que têm mantido o agronegócio brasileiro em nível cada vez mais elevado, conquistando a admiração do mundo. “Investindo em produtividade e tecnologia, o produtor vai conseguir produzir mais por hectare e, na maioria das vezes, com um custo menor por área cultivada. O produtor que optar por esse caminho obterá rendimentos maiores em períodos favoráveis como os atuais e estará mais protegido contra perdas em períodos de dificuldades. Como resultado, terá mais recursos disponíveis, maior capacidade de pagamento, ou seja, aquilo que o mercado financeiro chama de liquidez e que representa uma importante vantagem na hora de se negociar uma operação de crédito”, comenta o engenheiro agrônomo e vice-presidente da Coopercitrus, João Pedro Matta.
 
Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) mostram que as entregas de fertilizantes e defensivos agrícolas ao consumidor final de janeiro a outubro de 2011 somaram 23,896 milhões de toneladas, volume 19,1% superior ao do mesmo período de 2010.
 
As indústrias de defensivos agrícolas tiveram faturamento recorde em 2011, na casa dos R$ 15 bilhões, valor 10% superior ao do ano passado.
 
Na Coopercitrus os crescimentos em relação a essas duas áreas também foram surpreendentes, o setor de fertilizantes teve aumento em 2010 de 23,8%, e em 2011 de 30%. Já no setor de defensivos agrícolas, o crescimento foi de 13% superior a 2010.
 
Números da Coopercitrus
 
Atuação em 2011
 
20.000 cooperados
Área de atuação: 500 municípios (Estados de São Paulo e Minas Gerais)
35 lojas de insumos agrícolas
18 Concessionárias Valtra
2 Centros de Distribuição
03 Armazéns Graneleiros
01 Unidade de Beneficiamento de Sementes
04 Unidades de Recebimento, Armazenamento e Beneficiamento de Café
07 Postos de Combustíveis
01 Centro Automotivo
02 TRR (Transportado Revendedor Retalhista)
02 Centrais de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos
06 Postos de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos
07 Unidades de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos nas lojas Coopercitrus
18 Unidades parceiras de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos
 
Principais atividades dos cooperados em 2011
Citros, Cana-de-Açúcar, Soja, Milho, Café, Pecuária, Seringueira, Algodão, Feijão, Amendoim, Manga, Sorgo, Batata, Tomate, Goiaba, Cebola, Arroz, Banana e Abacaxi.

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