Copebrás cresce 70% no Brasil em 2003 e projeta novo investimento
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Agronegócio

Copebrás cresce 70% no Brasil em 2003 e projeta novo investimento

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Depois de crescer quase 70% no Brasil em 2003, principalmente em virtude da conclusão de seu complexo mineroquímico de Catalão (GO) - inaugurado oficialmente em abril -, a Copebrás, segunda maior produtora de matérias-primas para fertilizantes do país, atrás do grupo Fosfertil/Ultrafertil, já prospecta novas oportunidades de investimentos na expansão de sua capacidade produtiva para atender à crescente demanda doméstica por adubos.

"É um bom momento para investir. O cenário é positivo para o setor, e o crescimento da demanda tem sido surpreendente. E, com a conclusão do complexo de Catalão, já estamos pensando em novos projetos e prospectando outras áreas de produção", afirmou Nelson Pereira dos Reis, presidente da Copebrás. Ainda que alguns desses planos possam amadurecer em 2004, o executivo acredita que novos aportes em expansão virão somente a partir do início de 2005.

O próprio complexo de Catalão, que absorveu investimentos de US$ 140 milhões de janeiro de 2001 a abril de 2003, deverá receber mais US$ 20 milhões em melhorias, inclusive para a compra de novos equipamentos. Antes da conclusão do projeto, a produção na unidade goiana era de 600 mil toneladas de fosfato beneficiado por ano; depois, passou a 1,2 milhão de toneladas.

O impacto no faturamento da empresa - controlada pela multinacional Anglo American, também presidida por Pereira dos Reis - foi imediato. Conforme o executivo, em 2003 as vendas da Copebrás somaram US$ 200 milhões, ante US$ 120 milhões em 2002. Como a capacidade plena do complexo de Catalão só foi atingida em julho, ele projeta que, em 2004, o faturamento chegará a US$ 240 milhões, mesmo sem investimentos adicionais em expansão neste ano. Com o avanço observado, a empresa respondeu por 50% do faturamento da Anglo American no Brasil no ano passado. O conglomerado atua também em mineração e metais.

Pereira dos Reis admite que chegou a se surpreender com o forte ritmo de aumento da demanda brasileira por adubos, mesmo levando-se em conta o progressivo crescimento da safra brasileira de grãos, puxado, nos últimos anos, pela soja. "Quando começamos o projeto de Catalão, nossa expectativa era cobrir 15% do consumo de fósforo [destinado a adubos]. No fim, cobrimos apenas 8%", disse.

Ex-presidente da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Pereira dos Reis estima que o consumo brasileiro de fertilizantes tenha alcançado 22 milhões de toneladas em 2003, sendo que a produção doméstica respondeu por 40% do total e o restante foi atendido com produtos importados. Em 2002, segundo a Anda, a demanda atingiu 19,114 milhões de toneladas (ou US$ 3,3 bilhões), 12% mais que em 2001 (17,069 milhões de toneladas).

Apesar do cenário positivo - a Copebrás estima nova alta da demanda em 2004, já que a safra 2003/04 de grãos deve crescer 6,2% e superar 130 milhões de toneladas, segundo a Conab -, Pereira dos Reis faz coro com os que reclamam da infra-estrutura do país. "Logística é o nosso calcanhar-de-aquiles".


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