Cortes bovinos atingiram a maior diferença nos últimos seis anos em MT

Agronegócio

Cortes bovinos atingiram a maior diferença nos últimos seis anos em MT

Para Acrimat, não existe justificativa para alta nos preços da carne nos supermercados
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Os cortes bovinos colocados à venda no varejo mato-grossense, especialmente os encontrados no comércio de Cuiabá e Várzea Grande, atingiram a maior diferença com relação ao preço da arroba nos últimos seis anos. Enquanto o preço no atacado e da arroba registraram uma variação positiva de 70%, o preço no varejo alcançou um incremento de 106,64%, de 2005 a 2010.

Para a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) não existe justificativa para alta nos preços da carne nas gôndolas nas supermercados, mesmo com a alta no preço da arroba do boi gordo, em Mato Grosso. “A recuperação de preço da arroba também refletiu no atacado, que fez o repasse para o varejo, só que o preço das gôndolas e nos açougues extrapolaram”, denuncia o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele ressalta que “o grande vilão dessa alta no preço da carne vem sendo o varejo, um desrespeito com o consumidor, pois não existe justificativa técnica para todo esse repasse”.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no mês de setembro o que se observou na evolução da variação do preço no varejo, atacado e da arroba, tendo como base o mês de fevereiro de 2005, foi uma alta para todos os preços, porém em intensidades diferentes.

Enquanto o preço no atacado e da arroba obtiveram uma variação positiva de 70%, em relação a base (fev/2005), o preço no varejo alcançou um incremento de 106,64%, com um diferença de mais de 30 pontos percentuais. Com esta variação, o preço no varejo atingiu sua maior variação dessa série histórica de quase seis anos.

Os números do Imea mostram que por mais uma vez se notou que a variação do preço do varejo ficou bem distante da variação dos demais elos da cadeia, demonstrando que a alta no preço da arroba foi repassada rapidamente para o mercado consumidor com uma intensidade maior. Esta situação ocorre desde junho de 2008, quando a variação do varejo se distanciou das demais. “As margens da arroba e do atacado vêm trabalhando juntas, já no varejo isso não acontece. O consumidor acaba pagando o preço de uma carne que poderia estar mais barata”, aponta Vacari.

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