Cosan vai vender álcool ao Japão

Agronegócio

Cosan vai vender álcool ao Japão

Previsão é de exportar mais de 80 milhões de litros por ano, numa parceria com a Mitsubishi
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Previsão é de exportar mais de 80 milhões de litros por ano, numa parceria com a Mitsubishi

O conglomerado sucroalcoooleiro Cosan, que tem uma unidade industrial em Goiás, anunciou ontem que assinou contrato de fornecimento de etanol para o Japão, onde será usado como combustível. A parceria, firmada com a Mitsubishi, prevê o fornecimento de etanol para utilização na produção de ETBE, combustível que está sendo utilizado em substituição ao metanol, por ser um agente oxigenante mais limpo. Segundo a empresa, este é o primeiro contrato de longo prazo de fornecimento de etanol para o Japão, cobrindo o período de três anos. A previsão é de que os volumes podem ultrapassar os 80 milhões de litros por ano.

Segundo o diretor comercial da Cosan, Mark Lyra, um importante ponto desse acordo é a inclusão de itens de sustentabilidade como requisitos para sua realização. “Pontos como cumprimento às leis trabalhistas, a redução de gases de efeito estufa, e o respeito às normas ambientais fazem parte do acordo” disse.

Atualmente, a Cosan possui capacidade de produção de 2,3 bilhões de litros de etanol e hoje exporta aproximadamente 20% da produção para Europa, Estados Unidos e Ásia. Até hoje os volumes exportados para Ásia foram utilizados principalmente para fins industriais. Em maio do ano passado, a companhia também foi pioneira ao assinar o primeiro contrato com itens de sustentabilidade para fornecer o etanol combustível ao mercado sueco.

O primeiro embarque de etanol anidro para o Japão será efetivado ainda na safra 2009/10, provavelmente no último trimestre de 2009 ou primeiro trimestre de 2010, de acordo com Lyra.

Segundo ele, o contrato fechado com a Mitsubishi prevê a importação de até 80 milhões de litros de etanol anidro para fins carburantes por ano. “O contrato é de três anos podendo ser renovado”, disse.

Lyra disse que este contrato é a base para uma parceria de longo prazo com o mercado japonês, que está iniciando agora uma política de utilização de etanol carburante como aditivo indireto na gasolina.


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