Cosave se reúne na Embrapa Meio Ambiente

Curso

Cosave se reúne na Embrapa Meio Ambiente

Foram discutidos a praga D. citri e seus parasitoides, a citricultura mundial e as pragas emergentes e seus aspectos biotecnológicos
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Membros do Grupo Técnico de Controle Biológico do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave) do Paraguai, Uruguai, Argentina, Peru, Bolívia, Chile e Brasil estiveram na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), de 17 a 19 de abril, para participar de curso para capacitação de agentes multiplicadores sobre metodologias de criação, liberação e avaliação de agentes de controle biológico das pragas psilídeo dos citros, Diaphorina citri Kuwayama.(Hemiptera: Liviidae) na cultura dos citros; e da vespa da galha do eucalipto, Leptocybe invasa Fischer & La Salle (Hymenoptera.: Eulophidae) em florestas de eucalipto.

O Laboratório de Quarentena "Costa Lima" da Embrapa Meio Ambiente desempenha um papel importante nos programas de controle biológico clássico de pragas na agropecuária nacional e no Cone Sul. Conforme Nogueira de Sá, buscou-se, nesse treinamento, transferir aos países com a presença dessas duas pragas D. citri e L. invasa, a utilização do controle biológico, o intercâmbio de conhecimentos sobre metodologias de criação, liberação e avaliação dos agentes de controle biológico, além de avaliar a possibilidade de intercâmbio de material biológico. Também foi realizada visita nas salas de coleção de espécies “vouchers” ou padrões introduzidas e exportadas, e de criação e manutenção de populações da praga D. citri para posterior multiplicação do parasitóide exótico importado da Califórnia-EUA, Diaphorencyrtus aligarhensis (Hymenoptera: Encyrtidae) no programa de controle biológico clássico do psilídeo dos citros, do laboratório.

Para Andrea Andorno, pesquisadora da Argentina, foi interessante a possibilidade de compartilhar as experiências de cada um dos países participantes. “Ademais, agradeço profundamente ao Brasil, que foi um excelente anfitrião. Pessoalmente, agradeço a possibilidade de conhecer o Laboratório de Quarentena”.

"Com respeito ao controle biológico de pragas dos eucaliptos, a Argentina se encontra trabalhando com as principais pragas: Thaumastocoris peregrinus, Glycaspis brimblecombei e o complexo de insetos que produzem galhas envolvendo as espécies Leptocybe invasa, Ophelimus maskeli e uma nova espécie ainda não determinada de Ophelimus",explica Andrea.

"Quanto ao estudo de cada um dos parasitoides com os que estamos trabalhando, continua, Cleruchoides noackae, parasitoide de ovos de T. peregrinus, foi introduzido em 2013. Entre 2014-2016 se efetuaram 16 liberações de pequenos inóculos em Buenos Aires e em 2017 se iniciaram as liberações em Entre Ríos. Para este ano, se espera aumentar os pontos de liberação em Corrientes e Misiones".

Ainda de acordo com Andrea, Psyllaephagus bliteus, parasitoide de ninfas de G. brimblecombei foi detectado pela primeira vez em 2005 em Entre Ríos junto com a praga. Selitrichodes neseri, parasitoide de larvas desenvolvidas-pupas de L. invasa, que foi importado do Chile em 2016. Closterocerus chamaeleon, parasitoide de Ophelimus maskelli foi detectado em 2013 e estudamos sua distribução, abundância e niveis de parasitismo.

Na parte do Brasil, foram discutidos a praga D. citri e seus parasitoides, a citricultura mundial e as pragas emergentes, com ênfase no HLB e seus aspectos biotecnológicos, distribuição e danos, reprodução de parasitoide exótico encontrado no Brasil,  T. radiata, considerações para sua manutenção em laboratório e posteriores liberações em pomares cítricos. Também referentes às áreas para solturas (alerta fitossanitário),e sobre a importação do parasitoide exótico D. aligarhensis e aspectos finais referentes ao controle biológico clássico de D. citri, vetora do HLB, além da experiência do Brasil na reprodução de Selitrichodes neseri.para liberações em hortos florestais de eucalípto nas diversas Empresas do ramo florestal no país.

Na parte do Chile, foram apresentados dados referentes a praga Leptocybe invasa e de seu parasitóide Selitrichodes neseri, coletas no campo, quarentena de S. neseri, criação desta praga e reprodução de seu parasitoide. Foram relatadas dificuldades e considerações para realizar a liberação no campo de S. neseri, para  estabelecimento e nível de controle.

Na parte da Argentina, foram apresentadas informações sobre as coletas e quarentena do parasitoide S. neseri, e manutenção da criação da praga L. invasa e posterior reprodução do parasitoide. “As visitas e as trocas de conhecimento fazem parte do trabalho deste Comitê e é muito importante para que tenham uma visão das diferentes realidades e necessidades de cada país para que se tomem decisões compartilhadas, e aprovadas pelo Cosave”, conta Nogueira de Sá.

Coordenado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Luiz Alexandre Nogueira de Sá e Marcelo Morandi, o curso teve parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Esalq/USP, Fundecitrus, SC Cosave - Paraguai, Sag-Chile, Inta-Argentina. O grupo visitou também em 19 de abril o Fundecitrus em Araraquara, SP, para conhecer a biofábrica de criações da praga o psilídeo dos citros, e da vespinha Tamarixia radiata, inimigo natural do psilídeo, inseto transmissor do greening/HLB. Também foi realizada visita aos laboratórios, casas de vegetação e telados do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/Usp-Campus de Piracicaba, SP para conhecer na prática os estudos bioecológicos, criações do psilídeo dos citros e seu parasitoide T. radiata e sobre as liberações desse bioagente nos pomares cítricos paulistas sendo recebidos por José Roberto Parra e sua equipe de alunos.
 

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