Cota de importação russa preocupa suinocultor
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Agronegócio

Cota de importação russa preocupa suinocultor

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A limitação das importações de carne suína imposta pelo governo russo está gerando preocupação entre os frigoríficos brasileiros. Mário Lanznaster, vice-presidente da Coopercentral Aurora, a maior empresa abatedora de suínos em Santa Catarina, acredita que até o final de maio os frigoríficos brasileiros devem completar a cota de 179.500 toneladas anuais estabelecida pela Rússia.

Com a saturação do mercado internacional, uma nova crise da suinocultura, a exemplo do que ocorreu em 2003, com a total suspensão das exportações em razão do surgimento de focos do Mal de Aujeszky em Santa Catarina, já é cogitada pelos dirigentes industriais. "Vai sobrar carne no mercado. Desde já enfrentamos problemas com a estocagem dos produtos pela falta de câmaras frias", disse Lanznaster.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (Accs), Wolmir de Souza, discorda da posição de Lanznaster. Segundo ele, o mercado de suínos está equilibrado e não é uma nova crise nas exportações que preocupa, mas a atual baixa remuneração repassada pelos frigoríficos aos suinocultores. O preço médio do suíno, de acordo com Souza, está em R$ 1,80, enquanto que o custo de produção estaria beirando a casa dos R$ 2,00.

Temendo efeitos futuros de crises pré-anunciadas, os frigoríficos catarinenses reduziram sensivelmente o processamento de carnes no ano passado. O abate de aves caiu 3,8%, ficando na casa das 666,2 milhões de cabeças. Mas o impacto maior foi nos suínos, que tiveram queda de 8,63% e estacionaram em 7.886,8 milhões de unidades. Do total abatido, apenas 264,6 mil toneladas foram encaminhadas para a exportação.

Já a Aurora não reduziu os abates em 2003 e pretende manter a posição neste ano, com a industrialização de 9.500 suínos por dia, ou 120 mil unidades por mês. Pelo menos 25% do total abatido deve ser endereçado ao mercado externo, sendo que 60% está destinado para a Rússia. Lanznaster disse que a Aurora pretende buscar novos mercados internacionais e fortalecer outros, como Argentina e Hong Kong.


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