Cotação da soja sobe 2,6% em Chicago


Agronegócio

Cotação da soja sobe 2,6% em Chicago

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Os preços futuros do complexo soja registraram acentuadas altas no pregão de ontem da bolsa de Chicago. Os contratos do farelo, para entrega em julho, foram negociados a US$ 192,20 por tonelada curta (US$ 211,86 por tonelada), em alta de 4,1% e puxaram os preços do complexo. Já os contratos de soja, para entrega em igual período, acumularam ganhos de 2,6% no dia e encerraram cotados a 624,50 centavos de dólar por bushel (US$ 229,47 por tonelada). Já os preços do óleo de soja, registraram ligeira alta de 0,6%, e encerram cotados a 21,92 centavos de dólar por libra-peso (US$ 483,24 por tonelada).

A alta foi motivada por uma conjunção de fatores. Em primeiro lugar, os fundos de investimentos, os maiores atores especulativos do pregão, estão com 8 mil contratos de soja em aberto na bolsa de Chicago, ou o equivalente a 11 milhões de toneladas de soja. É uma posição recorde nos 150 anos da bolsa. "A única certeza é de grande volatilidade dos preços para os próximos dias", diz o corretor Antônio Sartori, da Brasoja. "A pergunta de um milhão de dólares é: os fundos vão vender ou rolar essas posições? Quando eles vão fazer isso?". Na avaliação de Ricardo Tartaroti, da La Salle Corretora, os fatores que impulsionaram os preços da soja nos dois últimos pregões são mais técnicos do que fundamentais. "Não existe razão fundamental para a alta", diz. O intenso movimento de compra de farelo, por parte dos esmagadores, deu início ao movimento de alta.

Safra argentina

A ocorrência de chuvas na província de Santa Fé, na Argentina, também teria contribuído para a alta. Santa Fé é responsável por cerca de 26% da safra argentina e é a segunda maior região produtora do país, atrás apenas de Córdoba. "Em quatro meses, choveu o correspondente ao que chove em um ano normal", explica Renato Sayeg, corretor da Tetras.

A Argentina está na fase final da colheita e as chuvas poderão provocar danos isolados. Rumores de que a Coréia do Norte teria comprado soja americana também agitaram o pregão. "Ninguém contava com tamanho apetite da Coréia do Norte no mercado internacional. Por isso, a presença deles foi um dos destaques do dia", diz Sayeg.

Mercado interno

Os preços da soja continuam firmes no mercado interno. Ontem, a saca foi negociada a R$ 35 no Rio Grande do Sul, valor 52,2% maior em relação a igual período do ano passado. Na comparação com a semana anterior, porém, os preços estão estáveis.

"O dólar caiu e Chicago subiu: na média, os preços são os mesmos", diz Sartori, que prevê que o estado deverá colher uma safra de 10 milhões de toneladas, 61,3% maior em relação a 2001/02.


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