Cotações da soja, nesta semana, voltaram a recuar fortemente

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Cotações da soja, nesta semana, voltaram a recuar fortemente

O fechamento desta quinta-feira (23) ficou em US$ 8,42/bushel, contra US$ 8,85 uma semana antes
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As cotações da soja, nesta semana, voltaram a recuar fortemente. O fechamento desta quinta-feira (23) ficou em US$ 8,42/bushel, contra US$ 8,85 uma semana antes. 

Nem mesmo as negociações entre EUA e China, nos dias 22 e 23/08, visando solucionar o litígio comercial entre os dois países, serviu para manter elevadas as cotações da oleaginosa. Especialmente porque, antes da reunião, o presidente Trump declarou que não esperava avanços e que a reunião não serviria para resolver o problema comercial no imediato. Enfim, no dia 23/08 entraria em prática a aplicação de tarifas alfandegárias contra a China, por parte dos EUA, com os asiáticos anunciando represálias. 

A partir daí, pesa ainda decisivamente sobre os preços a situação das lavouras estadunidenses, assim como o comportamento do clima nos EUA. Neste sentido, o clima geral continua positivo, embora haja possibilidade de forte calor sobre as áreas produtoras no final de agosto.

Neste contexto, apesar de o relatório das condições das lavouras de soja estadunidenses, com a posição até o dia 19/08, indicar uma redução de um ponto percentual para as lavouras em patamar bom a excelente, mesmo assim ainda são 65% destas lavouras nestas condições (contra 60% na mesma época de 2017). Além disso, o novo Crop Tour da Pro Farmer começou a apontar seus diagnósticos e os mesmos são altamente promissores na direção de uma safra cheia e recorde nos EUA. Este indicativo foi o que mais pesou sobre as cotações em Chicago durante a semana.

De fato, o mesmo aponta que as lavouras de soja, em diversos estados produtores estadunidenses, estão melhores do que o esperado. Em Indiana, por exemplo, a contagem de vagens por amostragem está 12,2% acima do registrado no ano passado. Já em Nebraska, a mesma indica 15% acima do ano anterior.

Diante disso, os Fundos voltaram a se posicionar do lado das vendas de contratos de soja em Chicago, pressionando ainda mais para baixo as cotações.

Na Argentina, o esmagamento de soja somou 3,27 milhões de toneladas em junho, contra 3,67 milhões em maio.

No Brasil, o recuo em Chicago foi compensado pela nova e forte desvalorização do Real, após o anúncio das primeiras pesquisas eleitorais para a presidência da República. O Real chegou a bater em R$ 4,11 em alguns momentos da semana e, pela primeira vez em 30 meses, voltou a ultrapassar a barreira dos R$ 4,00 por dólar. Esse comportamento confirma nossos alertas de que a volatilidade cambial seria grande no país quanto mais nos aproximássemos das eleições, especialmente se o quadro eleitoral apontar a vitória de candidatos pouco comprometidos com o ajuste fiscal e as reformas estruturais.

Neste contexto, o balcão gaúcho fechou a semana em R$ 78,83/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 84,00 e R$ 84,50/saco. Nas demais praças nacionais, os lotes oscilaram entre R$ 72,00/saco em Sorriso (MT) e R$ 86,00/saco em Campos Novos (SC), passando por R$ 84,00 no centro e norte do Paraná; R$ 77,00 em São Gabriel (MS); R$ 78,00 em Goiatuba (GO); R$ 74,00 em Pedro Afonso (TO) e R$ 76,00/saco em Uruçuí (PI).

Quanto aos prêmios nos portos brasileiros, a média se manteve firme nesta semana, com os mesmos oscilando entre US$ 1,83 e US$ 2,27/bushel, para setembro (cf. Safras & Mercado). Vale alertar que, em havendo acordo entre EUA e China e o litígio comercial entre ambos começar a ser superado, a tendência é de que as cotações em Chicago subam, porém, os prêmios no Brasil recuarão de forma importante.
 
 

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