Agronegócio

Cotações do arroz em casca no RS caem quase meio por cento nas duas primeiras semanas

Cepea/Esalq indicou preço médio de R$ 33,78 por saca de 50kg
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Cepea/Esalq indicou preço médio de R$ 33,78 por saca de 50kg de arroz em casca, nesta segunda-feira no RS

Os preços médios do arroz em casca no Rio Grande do Sul seguem indicando uma leve queda em outubro e falta de liquidez, ainda refletindo o impacto da oferta de estoques do governo federal, as dificuldades para exportações no primeiro semestre, o aumento das compras no Mercosul e a instabilidade das cotações do dólar. O indicador de preços do arroz em casca ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa fechou nesta segunda-feira, (14/10) acumulando queda de 0,47% em outubro, em R$ 33,78. Em dólar, equivaleria a US$ 15,53 a mais alta cotação em uma semana, por conta da valorização da moeda brasileira nos últimos dias.


As duas primeiras semanas de outubro mantiveram fluxo lento, baixa liquidez sobre o produto em casca e a indústria demandando apenas o necessário, frente à resistência do varejo em aceitar repasses de custos com a matéria-prima. Assim sendo, o setor espera que a Conab não realize novos leilões de oferta. A boa notícia da semana foi de que, apesar de uma queda significativa no comparativo com o mês de agosto – que computou embarques atrasados de julho - as exportações brasileiras alcançaram um patamar importante em setembro.

BALANÇA COMERCIAL

O analista da Agrotendências Consultoria em Agronegócios, Tiago Sarmento Barata, explica que apesar da redução da intensidade dos embarques, o mês de setembro foi mais uma vez caracterizado pelo bom desempenho das exportações brasileiras de arroz. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram exportadas 103.133 toneladas (base casca), das quais 50,15% de arroz beneficiado e outros 31% de quebrado.



Houve queda de 35% em relação aos embarques realizados no mês anterior, mas o volume exportado é 23% superior à média mensal até então consolidada (83,6 mil t/mês). Benin e Senegal foram os principais mercados atendidos, envolvendo respectivamente arroz parboilizado e quebrado.

Desde o início do ano comercial, foram exportadas 604,8 mil toneladas (base casca). A expectativa para os próximos cinco meses, tendo como base a média mensal até então obtida, leva a uma projeção de exportação de 1.036,8 mil t, ou 136,8 mil toneladas a mais do que o previsto pela Conab. Este volume seria importante para enxugar o estoque de passagem.


IMPORTAÇÃO

Quanto à importação, Tiago Sarmento Barata informa que foi registrado o ingresso de 85,6 mil toneladas (base casca) no último mês, com aumento de 20,8% das compras em relação a agosto, e muito próximo ao volume importado em setembro de 2012. O destaque foi crescimento de quase 58% da importação de arroz argentino beneficiado. Neste mês, a Argentina representou a origem de 54% do volume total importado, seguido por Paraguai e Uruguai com respectivamente 35% e 11%.

Entre março e setembro, foram importadas 674,5 mil toneladas, volume 12% superior ao internalizado neste período no ano passado. Considerando a manutenção do ritmo das compras, é possível projetar a importação total neste ano em 1.156 mil toneladas. No mês de setembro houve, portanto, um superávit de 17,5 mil toneladas (base casca) de arroz, reduzindo o déficit no corrente ano comercial para menos de 70 mil toneladas. Um navio com cerca de 33 mil toneladas, em base casca, deve seguir para a Venezuela no próximo dia 20.


MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preço médio de R$ 33,70 para a saca de arroz de 50 quilos, em casca (58x10) para comercialização no Rio Grande do Sul (FOB, à vista). O cereal beneficiado em sacas de 60 quilos, tipo 1, mantém-se em R$ 67,00. Os derivados e subprodutos seguem com preços estáveis, com o canjicão em R$ 38,00 e a quirera a R$ 34,00, ambos em sacas de 60 quilos (FOB). O farelo de arroz é cotado, em média, a R$ 380,00 a tonelada (FOB/Arroio do Meio-RS).
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