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Cotações do trigo acabaram recuando nesta semana

Cotações do trigo acabaram recuando nesta semana, com o fechamento desta quinta-feira (10) ficando em US$ 5,07/bushel
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As cotações do trigo, após dispararem em Chicago na semana passada, acabaram recuando nesta semana, com o fechamento desta quinta-feira (10) ficando em US$ 5,07/bushel, contra US$ 5,40 na semana anterior. Ajustes técnicos, mais conhecidos como tomada de lucro por parte dos operadores na Bolsa, além de indicativos de melhoria climática nas regiões produtoras dos EUA e a fraca demanda pelo produto estadunidense no mercado externo, forçaram a redução das cotações nesta semana.

Paralelamente, o mercado cogitava maiores estoques estadunidenses do cereal, assim como mundiais, para o final do corrente ano comercial, além de uma perspectiva de oferta adequada para 2018/19, as quais viriam com o relatório de oferta e demanda do USDA deste dia 10/05.

Aqui no Mercosul, a tonelada FOB de trigo para exportação oscilou entre US$ 245,00 e US$ 260,00, registrando nova elevação. No caso do produto argentino, para entrega em setembro já há negócios a US$ 270,00/tonelada.Todavia, importante se faz salientar que, para a safra nova (que entra pelo Paraguai a partir de setembro), as cotações ficaram entre US$ 190,00 e US$ 200,00/tonelada.

No mercado brasileiro, diante da pressão dos preços externos, das altas de preços nos vizinhos do Mercosul e da nova desvalorização do Real, os preços internos do trigo voltaram a subir. A média gaúcha no balcão atingiu a R$ 38,18/saco, enquanto os lotes já atingem a R$ 48,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes chegaram a R$ 54,00 e R$ 54,30/saco no Paraná, enquanto o mercado de balcão praticou valores entre R$ 37,00 e R$ 40,00/saco. Já em Santa Catarina, o balcão ficou entre R$ 33,00 e R$ 35,00/saco, enquanto os lotes atingiram a R$ 51,00/saco na região de Campos Novos (cf. Safras & Mercado).

O mercado brasileiro de trigo se encontra pressionado pela falta de produto de qualidade, depois da forte frustração do ano passado. Ao mesmo tempo, as cotações internacionais subiram, elevando os preços nos fornecedores do Mercosul, especialmente na Argentina. Enfim, a disparada cambial no Brasil, com o Real valendo 3,60 por dólar em alguns momentos desta semana tornaram a importação muito mais cara (lembramos que há algumas semanas se indicava que seria preciso um câmbio acima de R$ 3,30 por dólar para melhorar os preços internos do trigo). Este somatório de fatos, em continuando, tende a manter em elevação os preços do trigo brasileiro.

Como a colheita da futura safra apenas se dará a partir de setembro, pelo Paraná, há ainda praticamente quatro meses de forte tensão no mercado nacional do cereal. Especialmente se o câmbio permanecer nos atuais níveis.

Além disso, torna-se uma incógnita a área que será semeada com trigo no Brasil. Até poucos dias atrás a tendência era de forte redução na mesma, sem falar nos constantes problemas climáticos sobre as lavouras do sul do país. A mudança no rumo dos preços provocará uma alteração neste cenário? Ainda é cedo para se ter uma resposta, já que o plantio apenas está começando no Brasil. Assim, em síntese, até setembro a tendência é de forte pressão altista. A partir de setembro, dependendo do volume produzido no país, os preços podem ceder. Todavia, em havendo redução de área semeada e/ou frustração climática de safra, os preços tendem a se manter elevados mesmo durante a colheita. Particularmente se as importações, pressionadas pelo câmbio, continuarem caras.

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