Cotonicultores do alto Paranaíba (MG) elevam produtividade

Agronegócio

Cotonicultores do alto Paranaíba (MG) elevam produtividade

A produtividade nesta região de MG deve superar em 50% à de outras localidades
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De acordo com a Amipa (Associação Mineira dos Produtores de Algodão), os 101 produtores plantaram 28 mil hectares com estimativa de colher 40 mil toneladas. A região Noroeste é onde se concentra a maior área plantada, com 9,5 mil hectares e produção de 13 mil toneladas. No alto Paranaíba o plantio também é significativo e o município de presidente Olegário destaca-se na preferência por esta cultura. Com tecnologia de ponta, terras planas e férteis, os produtores começaram a colheita com grande expectativa devido à produtividade, 50% maior que a de outras regiões de Minas Gerais. A média está em torno de 310 arrobas por hectare, enquanto nas outras, chega a 200 arrobas. A explicação por esta boa colheita se deve a antecipação do plantio.

Na fazenda Farroupilha município de Presidente Olegário (MG), com 4, 5 mil hectares plantados, o agrônomo responsável Leslie Dias Franco afirma que a colheita está em fase final e já superou a expectativa. “Nós estamos muito satisfeitos com a produtividade deste ano devido à quantia de maçãs (fruto do algodão) por planta. Em média conseguimos 9 a 10 maçãs por cada planta. Geralmente uma planta não tão bem nutrida como as nossas produz entre 5 ou 6 maçãs por planta”, disse Franco.

“Um dos pontos positivos foi o plantio no tempo ideal, um pouco mais cedo. O plantio deve ser entre setembro até 15 de novembro, por isso começamos no final de setembro e o período de chuva se encerrou um pouco mais cedo. Pelo contrário teríamos uma queda de produtividade. A soma desse período de plantio, somando com a fertilidade de nosso solo, variedades adaptadas à região, bom manejo de controle de doenças e pragas e acompanhamento rigoroso dia a dia, vieram a somar nessa boa produtividade”, complementou Franco.

Para o produtor Décio Lopes Junior, o preço pago pelo algodão não tem favorecido a cultura. “Hoje este preço mal consegue empatar. A esperança é que haja uma reviravolta no mercado, mas eu acredito que só a longo prazo, a curto ou médio, eu não acredito. A vantagem é a alta produtividade que tivemos além das colheitadeiras e as terras que são nossas, porque se tivéssemos que pagar arrendamento seria inviável” afirma Décio.

Para o produtor e presidente da Amipa, Inácio Urban, a tendência é que o preço pago ao produtor melhore assim que começar a exportação. “Está havendo muita oferta para as indústrias devido ao pico de colheita, e isso fez derrubar o preço do algodão em 25% em curtíssimo prazo. O preço pago hoje é prejuízo com certeza, mas quando começarem a embarcar o algodão estocado para o exterior e diminuir a oferta no mercado interno, eu tenho certeza que os preços voltarão a patamares significantes, o que pode acontecer a partir de outubro”, disse Urban.


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