Cresce número de empresas de biotecnologia no Brasil

Agronegócio

Cresce número de empresas de biotecnologia no Brasil

As empresas do setor são jovens, já que 67,7% foram criadas na última década
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Levantamento feito pela Fundação Biominas, entidade privada de fomento à biotecnologia, aponta que o Brasil encerrou o ano de 2008 com 253 empresas na área de biociências. Os números mostram que o setor caminha, mesmo que de maneira lenta, para a expansão: em 2007, eram apenas 181 companhias. "Ainda estamos longe de figurar na lista dos cinco países que mais investem nesta área. Os EUA, por exemplo, têm 3 mil empresas. Apesar disso, ficamos satisfeitos porque os números vieram acima das nossas expectativas", conta o presidente da fundação, Eduardo Soares. Ele acrescenta que a entidade substituiu a terminologia "biotecnologia" por "biociência" no levantamento para ficar mais alinhada com os padrões internacionais. "É mais abrangente", resume.

Em 2008, quase um terço (30,8%) das empresas nacionais de biociência estavam voltadas para atividades na área de Saúde Humana. Em seguida, figuravam os investimentos em estudos em Agricultura (18%), Insumos e Saúde Animal (ambos com 16% do total). "Esta concentração é natural, porque são áreas em que o Brasil tem se mostrado bem competitivo", acrescenta Soares.

A pesquisa mostra, ainda, que a região Sudeste abrigava 71,9% do total das empresas. Belo Horizonte era a líder individual, com 34 companhias. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre também estavam entre os polos mais importantes do País na área de biociência.

O retrato do setor de biotecnologia brasileiro revela que as empresas do setor são jovens, já que 67,7% foram criadas na última década. O retorno financeiro se mostrou tarefa difícil de ser atingida: 44,4% afirmaram que tiveram, em 2008, faturamento de até R$ 1 milhão. Outra fatia significante, de 17,3%, disseram nunca terem alcançado nenhum faturamento.

Quando questionadas sobre registro de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), 43,7% das empresas disseram ter depositado pelo menos um pedido junto ao órgão. As parcerias com universidades se mostraram um do alicerces para os investimentos no setor. A pesquisa mostra que 73% das companhias mantinham relações formais com estas entidades de ensino.


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