Crescem as vendas de kits de certificação para soja transgênica
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Agronegócio

Crescem as vendas de kits de certificação para soja transgênica

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A Agrosystem Comércio, Importação e Exportação Ltda., empresa do setor de agricultura de precisão, com sede Ribeirão Preto, em São Paulo, conquistou neste ano 30% do mercado nacional de kits de identificação de soja transgênica. Segundo o diretor-geral da Agrosystem, Carlos Henrique Jacintho Andrade, o mercado brasileiro de kits de identificação de soja geneticamente modificada deverá atingir 4 mil unidades neste ano, o dobro de 2002. "E as vendas tendem a crescer daqui para frente", afirma.

Os kits comercializados pela Agrosystem são o Fast QuickStix, produzidos pela norte-americana EnviroLogix, fornecedora exclusiva da Monsanto, multinacional que produz as sementes transgênicas Roundup Ready.

Cada kit, que custa US$ 330, vem com cem tiras, cem pipetas medidoras e cem tubos de ensaio, de 0,5 mililitro. Para se fazer o teste, mistura-se uma parte de grãos de soja moídos em cinco partes de água e coloca-se parte da mistura no tubo de ensaio. Em contato com a mistura, a tira é capaz de extrair e identificar a proteína CP4 EPSPS, encontrada na soja transgênica. O resultado positivo sai em apenas um minuto e o negativo, em três minutos. "O kit detecta até 0,1% de soja transgênica, ou seja, um grão geneticamente modificado em mil convencionais", informa Andrade.

O Fast QuickStix é um kit qualitativo. Se o resultado der positivo, pode-se usar o kit QuantiPlate para soja e farinha de soja, que detecta a quantidade de até 2% de grãos transgênicos na amostra. Acima de 2%, todo o volume referente à amostra é considerado geneticamente modificado.

Segundo Andrade, os kits são comprados geralmente por tradings, fabricantes de óleo de soja, produtores de sementes e agricultores. "O importador quer a soja identificada porque recebe prêmio se o grão não for transgênico", diz.

Um total de 4 mil kits pode realizar testes em 400 mil amostras, ou seja, em 4 mil caminhões. Se considerarmos que cada caminhão carrega um volume médio de 25 toneladas, os kits vendidos neste ano no Brasil seriam capazes de identificar grãos transgênicos em 10 milhões de toneladas de soja, o equivalente a 20% produção brasileira.

A expectativa de Andrade é de que o mercado nacional chegue a pelo menos 5,5 mil kits em 2004, o equivalente a US$ 1,3 milhão. Nos EUA, calcula-se que 38 milhões das 76 milhões de toneladas de soja produzidas sejam transgênicas, o que exigiria 20 mil kits de identificação por ano, um mercado de US$ 6 milhões que, em breve, deve ser superado pelo Brasil.

Os kits de identificação de transgênicos representam apenas uma pequena parte do faturamento da Agrosystem. O carro-chefe da empresa são equipamentos de agricultura de precisão, como medidores de umidade de grãos, monitores e controladores eletrônicos para plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras, estações meteorológicas e, entre outros, medidores de compactação de solo.


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