Crescimento do setor leiteiro é apontado em diferentes cenários
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Agronegócio

Crescimento do setor leiteiro é apontado em diferentes cenários

Em 12 anos, a produção, produtividade e vendas externas do leite brasileiro devem crescer; cenários estão em livro publicado pelo Sebrae
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Os cenários para o leite brasileiro nos próximos 12 anos mostram uma tendência de crescimento. Se tudo der certo, até 2020, a média de crescimento do setor será de 4,9% ao ano. Numa visão menos otimista, o ritmo será de 2,2% por ano. Os dados fazem parte do livro ‘Cenários para o Leite no Brasil em 2020’.

A publicação foi encomendada por meio de parceria entre Sebrae Nacional, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL) e da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O estudo foi realizado pela Embrapa, pela Agripoint Consultoria e pela ONG Instituto Ouro Verde.

Só nos últimos dez anos, a produção de leite cresceu 33%. Dados mostram que a produção do País subiu de 18,5 bilhões de litros em 1996 para 24,5 bilhões em 2005, com uma média de 3,3% ao ano. Em um cenário de crescimento continuado, mas heterogêneo, a produção saltaria para 40,25 bilhões de litros em 2020. Em uma perspectiva mais otimista esse resultado seria de 50 bilhões. Na visão de menor crescimento, a produção ficaria em 34 bilhões de litros.

Em todos os cenários também é apontado que o Brasil contará com um excedente a ser exportado. A exportação, que em 2005 correspondeu a 2,3% da produção, poderia ser de 5% ou até de 20%, dependendo da visão menos ou mais otimista. O mesmo aconteceria para o consumo per capita, que em 2005 era de 138 quilos por pessoa, e poderia passar para 150 quilos e até mesmo para 190.

A produtividade também tem espaço para crescimento em todos os cenários. Em 2005, esse dado correspondeu a 1.200 quilos por vaca ao ano. No futuro, a produtividade poderia ser de 1.545 a 2.500 quilos por vaca ao ano.

O diretor-executivo da Agripoint, Marcelo Pereira de Carvalho, aponta que há tendências que devem nortear todos os cenários traçados para o setor. Aumento de renda, envelhecimento da população mundial, novos hábitos de consumo e novos valores, além de maior preocupação com questões ambientais. Esses fatores vão determinar o mercado futuro.

Esses dados foram apresentados, em Brasília (DF), para o grupo de gestores de projetos da carteira de leite e derivados do Sebrae durante a Semana de Capacitação, realizada de 29 de setembro a 3 de outubro. Na ocasião, o professor Adauto Lemos, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), apresentou as perspectivas para as indústrias de laticínios no País.

Segundo Adauto, o Brasil é atualmente o sexto maior exportador de laticínios. Mas, a perspectiva é de que ele esteja entre os três maiores dentro de dez anos. Algumas características do País reforçam essa tendência. A terra, o rebanho, disponibilidade de água de superfície, mão-de-obra e a localização geográfica do País, que garante boa logística de distribuição do produto, são fatores favoráveis para esse cenário.

“O único ponto em que devemos trabalhar mais é no quesito qualidade”, destaca. Ele ressaltou que a Instrução Normativa 51, criada pelo governo, é importante para colocar o Brasil em nível de competição mundial. Essa instrução é responsável por regulamentar, a produção, identidade, qualidade, coleta e transporte do leite A, B, C, pasteurizado e cru refrigerado. Essa regulamentação entrou em vigor em julho de 2005 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. E passou a vigorar, em julho de 2007, nas regiões Norte e Nordeste.


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