Crise: Exportadores defendem desoneração de impostos e mais financiamento

Agronegócio

Crise: Exportadores defendem desoneração de impostos e mais financiamento

O plano será lançado hoje (16) em São Paulo e no Rio de Janeiro
Por: -Alana Gandra
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A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) defende a inclusão de medidas como a desoneração tributária total das exportações, o oferecimento de linhas de crédito para suprir a falta de financiamento internacional e a liberação dos créditos fiscais acumulados no plano de ação contra a crise elaborado pela Cúpula Empresarial do Fórum Nacional. O plano será lançado hoje (16) em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, as exportações brasileiras deverão cair este ano entre 17% e 18%, em média, ficando entre US$ 160 bilhões e US$ 163 bilhões. Castro disse que a queda resulta da redução do preço das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo) e da queda de quantidade em relação aos produtos manufaturados.

Ele explicou que isso ocorre porque os mercados compradores de nossos produtos manufaturados, que são a América Latina e a África, estão passando por certa dificuldade. “Então, o poder de compra desses países diminuiu bastante.” Sobre a alta das commodities na semana passada, Castro ressaltou “que continua bem abaixo dos parâmetros atingidos no ano passado”.

Para este ano, a expectativa é que o superávit da balança comercial do Brasil oscile entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. O resultado será menor do que o obtido em 2008, mas bem acima das projeções mais pessimistas do mercado exportador, que indicavam um saldo da ordem de US$ 5 bilhões este ano, disse Castro. A projeção da AEB é de superávit de US$ 16 bilhões.

Esse superávit, que deve aumentar em relação ao previsto, se deve à forte queda nas importações. As exportações continuam caindo, mas as importações mostram ritmo de queda mais forte”. Para José Augusto de Castro, essa tendência deverá se manter ao longo do ano, “a não ser que o mercado interno reaja de forma bastante forte”.

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