Crise do leite: ninguém sabe para onde vai o dinheiro

Agronegócio

Crise do leite: ninguém sabe para onde vai o dinheiro

Os deputados não descartam recorrer ao Ministério Público Federal para analisar a questão
Por: -Janice
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As declarações feitas e os dados apresentados pelos expositores na audiência pública realizada na tarde dessa terça-feira, 11, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal para discutir problemas do setor lácteo brasileiro incitaram ainda mais a possibilidade de os parlamentares acionarem as autoridades para investigar o aumento abusivo no preço do leite. O presidente do colegiado, deputado Fábio Souto (DEM/BA), afirmou que o problema é mais grave do que todos pudessem imaginar. Os deputados não descartam recorrer ao Ministério Público Federal para analisar a questão.

A maior preocupação é quanto ao destino da diferença entre o que é pago ao produtor rural (em média R$ 0,75 o litro) e o que é cobrado do consumidor brasileiro, que chega a R$ 3,00 em alguns Estados. “O assunto é gravíssimo. O pecuarista está tomando prejuízos imensos. O nosso desafio é identificar quem está abocanhando parcela dos recursos do produtor rural”, afirmou Souto.

O representante das indústrias de laticínios, Alexandre de Almeida Marques, afirmou que o setor fica com, no máximo, 4% de lucro em cima do que é pago ao produtor. Já o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Sussumu Honda, informou que o setor tem margem de lucro de 15%. Ele prometeu enviar dados aos deputados comprovando a afirmação. Honda ainda atribuiu a diferença entre os preços iniciais e finais do leite ao custo da embalagem tetra pak, presente em 80% das unidades vendidas no Brasil.

Mas para o deputado Vitor Penido (DEM/MG), que propôs a realização do encontro em parceria ao colega mineiro Antônio Andrade (PMDB), a justificativa do representante dos supermercados é inadmissível. Ele disse que vai pedir as planilhas para ver se procedem os argumentos. Andrade ressaltou que a remuneração ao produtor de leite precisa melhorar. Do contrário, o brasileiro, principalmente o mais pobre, pode ficar sem o alimento. As informações são de assessoria de imprensa.
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