Cuiabá tem a 7ª cesta básica mais cara do Brasil; feijão e batata são os vilões

Agronegócio

Cuiabá tem a 7ª cesta básica mais cara do Brasil; feijão e batata são os vilões

A cesta básica de Cuiabá foi a sétima mais cara do Brasil no mês de maio, tendo o feijão e a batata como vilões, após um incremento de 11,56% e 16,61%.
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A cesta básica de Cuiabá foi a sétima mais cara do Brasil no mês de maio, tendo o feijão e a batata como vilões, após um incremento de 11,56% e 16,61%, respectivamente, na variação mensal. Em maio o cuiabano desembolsou em média R$ 410,09 na cesta básica com 13 itens considerados essenciais. A capital mato-grossense está na frente de Curitiba (PR) que registrou R$ 410,05 e atrás de Vitória (ES) com R$ 418,96. A cesta mais cara pertence a São Paulo com R$ 449,70.

Na variação mensal a cesta básica em Cuiabá apresentou alta de 1,94%. O valor de R$ 410,09 representa 50,65% do salário mínimo, sendo necessário 102h31min de trabalho para pagá-la.

As informações constam na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Segundo o DIEESE, o salário mínimo no Brasil em maio, necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, deveria equivaler a R$ 3.777,93 ou 4,29 vezes maior que o valor do salário mínimo de R$ 880,00.

Um dos grandes vilões da cesta básica foi o feijão, que apresentou alta em 24 capitais. Em Cuiabá, o feijão apresentou alta de 11,56% em maio no comparativo com abril. O principal motivo para a alta, de acordo com especialistas, é a baixa oferta do grão, em especial do feijão carioca, e o clima desfavorável.

Conforme levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgado em maio, Mato Grosso na soma das três safras de feijão apresentou recuo de 10,6% na área destinada ao grão e 12% na produção. Em Minas Gerais, um dos principais Estados produtores de feijão, por exemplo, a quebra na segunda safra de feijão chega a 30%, levando a saca de 60 quilos do feijão carioca a ser encontrada a 480,00, a maior desde 2008.
 

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