Agronegócio

Cultivar de arroz da Embrapa recebe feedback positivo de produtores

vem confirmando o potencial demonstrado na fase de avaliação experimental
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A cultivar de arroz BRS Esmeralda, desenvolvida pela Embrapa, vem confirmando o potencial demonstrado na fase de avaliação experimental, feita pelo pesquisador responsável, Adriano Pereira de Castro, da Embrapa Arroz e Feijão. Lançada oficialmente, em abril desse ano, durante a 6ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis (MT), o aspecto do grão longo e fino, combinado com a alta produtividade e a qualidade de grãos, bem como o destacado desempenho agronômico da planta, chama a atenção dos produtores de sementes licenciados pela Empresa, que se mostram extremamente satisfeitos com os resultados conseguidos em qualidade, sanidade e produtividade.


Para a etapa de avaliação final, realizada por meio de Lavouras Experimentais, a Embrapa contou com a participação ativa dos próprios licenciados que, em síntese, escolheram, junto aos seus clientes e técnicos, a BRS Esmeralda para ser lançada. Além dos licenciados, para o desenvolvimento de mercado, a Embrapa conta com a parceria de Empresas Estaduais de Pesquisa, Universidades, Fundações, Cooperativas, Sindicatos e Associações. Em Mato Grosso, o trabalho conjunto envolve Empaer-MT, Semear Agrícola/Sementes Basso, Cabeça Branca Comércio de Sementes LTDA, ambas na cidade de Água Boa, Agropel Sementes, em Sinop, e Sementes Agromavi, de Barra do Garças.

Entre as principais características da BRS Esmeralda estão: Stay Green, porte ereto, a resistência moderada à Brusone, alta produtividade e tolerância ao estresse hídrico. Em todos os pontos, as impressões dos sementeiros são bem parecidas, com pequenas nuances na forma de expressá-las, mas com conteúdo quase idêntico. Segundo Dorival Ruiz, diretor da Sementes Cabeça Branca, a produção média de 4,05ton/ha e o potencial para até 7,52ton/ha, foram os fatores a se destacar. “É excelente a produtividade da BRS Esmeralda, a média é ótima e pode-se alcançar o potencial máximo com facilidade”, disse. É o que mais impressionou. Emílio Pascoal, responsável técnico da Sementes Cabeça Branca, vê a cultivar como uma grande aliada do produtor. “É completa, veio para somar ao nosso portfólio e atender às necessidades do produtor rural em rusticidade, alta produtividade e resistência ao acamamento”, afirma Emílio.


O engenheiro agrônomo, Fábio Fadanelli, responsável técnico da Agropel, viu como destaque a ausência de Brusone. “Não deu Brusone, e a BRS Esmeralda se mostrou bem rústica com relação a outras doenças também”, ressalta Fábio. “Variedade com alto potencial produtivo, se adapta em áreas novas, reforma de pastagens e rotação com soja, pouca incidência de doenças. Com certeza, vai emplacar no mercado”, completa.

Gustavo Magalhães, engenheiro agrônomo da Agromavi, destaca o Stay Green e, em especial, o porte ereto da BRS Esmeralda. “Muito boa, a folha ‘bandeira’ sempre de pé e esverdeada. Mesmo com os cachos cheios e pesados, a planta não acama, foi a única cultivar que plantamos que não acamou”, revela o agrônomo.


Para o engenheiro agrônomo Lúcio Adalberto Motta Filho, da Semear Agrícola / Sementes Basso, o que mais a evidenciou foi a tolerância ao estresse hídrico que, mesmo com grande carência de chuvas durante a floração, a lavoura ainda apresentou produtividade média de 50sc/ha. “Esperávamos 60sc/ha, mas a perda é muito menor que com outras cultivares que, provavelmente, produziriam menos de 40sc/ha”, diz o engenheiro.

Sobre esse aspecto, o pesquisador Adriano Pereira de Castro, Doutor em Genética e Melhoramento de Plantas da Embrapa Arroz e Feijão, responsável pelos estudos que geraram a BRS Esmeralda, revela que essa característica garante maior equilíbrio na produção, especialmente na ocorrência de veranicos. Adriano lembra que estudos realizados na Embrapa, considerando 25 anos do programa de melhoramento de arroz de terras altas, apontam a BRS Esmeralda como material de alta estabilidade e de grande adaptabilidade, explicando a alta produtividade em diferentes condições ambientais, o que permite a indicação desta cultivar para nove estados brasileiros (a BRS Esmeralda está recomendada para o cultivo em Terras Altas nos estados de Mato Grosso, Goiás, Pará, Maranhão, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Minas Gerais). “É uma enorme satisfação, por meio de sementes que carregam inovações tecnológicas, impactar positivamente a vida de produtores, indústrias e consumidores. Em especial por se tratar de um alimento básico da população brasileira. É a nossa contribuição para uma produção mais eficiente desse cereal, o que, certamente, vai propiciar mais alimento para nossas famílias”, diz Adriano.
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