Cultivo de algodão agroecológico é alternativa para semi-árido

Agronegócio

Cultivo de algodão agroecológico é alternativa para semi-árido

A região nordestina já está apostando na cultura de alto valor agregado
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Com o apelo da sustentabilidade e da inovação tecnológica, o cultivo de algodão agroecológico, realizado por pequenos produtores consorciados, pode ser a redenção do semi-árido brasileiro. é a "tese" defendida por Napoleão Esberard de Macêdo Beltrão, chefe geral da Embrapa Algodão, um dos palestrantes do XIII Congresso Nacional de Técnicos Têxteis (CNTT), que acontece até esta sexta-feira, no Expo Center Norte, em São Paulo, junto com a Tecnotêxtil Brasil 2009, feira de tecnologia realizada pelo Grupo FCEM.

Acredito que o algodão vai voltar ao Nordeste do País, onde é possível produzir em pequenas propriedades e com custo 10 vezes menor do que o da agricultura empresarial, afirma. A fibra diferenciada tem espaço garantido no mercado internacional, onde custa até 40% mais caro que o algodão comum. Segundo Beltrão, a região nordestina já está apostando na cultura de alto valor agregado. Hoje, o algodão agroecológico é produzido no Ceará, no município de Tauá, e na Paraíba, onde absorve 17 pequenos produtores associados. ?Trata-se de um nicho de mercado que não concorre com a agricultura empresarial, hoje predominante na produção de algodão no Brasil, e que tem um papel social muito importante, pois envolve comunidades?, diz ele. A idéia da Embrapa Algodão é levar o modelo de produção adotado nos dois estados, com base na sua tecnologia, para os demais do Nordeste, com o apoio das secretarias estaduais de agricultura e dos bancos públicos, como o do Nordeste (BNB) e o do Brasil (BB).

O algodão colorido agroecológico é outro produto com grande potencial de vendas externas. Beltrão lembra que o Ceará vende a fibra colorida, desenvolvida pela Embrapa na Paraíba, para uma empresa alemã, que produz tênis. Já os produtores paraibanos vendem a fibra para a Europa, onde vira tecidos e roupas.
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