Agronegócio

Custo de produção cresce mais nas lavouras mecanizadas

Aumento dos preços dos insumos contribuiu para a alta
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Segundo Ativos do Café, aumento dos preços dos insumos contribuiu para a alta nestas regiões

Os custos de produção de café em regiões com atividade mecanizada tiveram, em 2013, alta superior em relação às regiões com processo produtivo manual. O Custo Operacional Efetivo (COE), que contempla as despesas rotineiras nas propriedades rurais, subiu 4,22% nestas lavouras. Nos municípios onde a produção demanda mais mão de obra, o aumento foi de 3,95%.


A análise consta no boletim Ativos do Café, publicação que traça um panorama da atividade cafeeira, elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA). Segundo o estudo, o principal fator para a variação maior do COE nas lavouras mecanizadas foi o aumento dos preços dos insumos agrícolas.

O boletim mostrou que a alta do COE foi ainda maior nas lavouras semimecanizadas, onde apenas a colheita é manual. Nestas regiões, o custo operacional cresceu 5,44%, diante do aumento dos custos com mão de obra na colheita, por causa da valorização do salário mínimo, e dos gastos com corretivos e defensivos.


Café conilon - Com preços de venda mais estáveis e custos de produção menores, o café conilon ganhou mais espaço no mercado interno e o cenário atual é extremamente favorável a este tipo de grão. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção passou de 7,5 milhões de toneladas em 2007 para 12,5 milhões de toneladas em 2012, crescimento de 66%. Neste cenário, a tendência é de expansão do cultivo de café conilon no Brasil.

De acordo com o estudo, a demanda por este produto pode crescer sob algumas condicionantes, como o aumento do consumo na Ásia, especialmente do café solúvel feito com o conilon.

Outro ponto relevante, segundo o boletim, são os novos processos para tratamento químico dos grãos, capazes de reduzir características indesejáveis na bebida, típicas da espécie. “A consequência direta dessas tecnologias é a elevação do percentual de conilon nos blends”, afirma o estudo. Hoje, a indústria nacional de café utiliza, em média, 50% de conilon em seus blends (cafés especiais).


Acesse a íntegra do Boletim Ativos do Café.
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