Custo não foi reduzido como esperado em Mato Grosso

Agronegócio

Custo não foi reduzido como esperado em Mato Grosso

O custo por ha oscila entre R$ 900 e R$ 1 mil, contra R$ 1,1 mil na safra passada
Por: -Redação
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Com o fim dos trabalhos de semeadura em Mato Grosso é possível ter uma noção sobre os custos médios de produção da sojicultura 06/07. Conforme o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Rui Ottoni Prado, não houve uma redução significativa e nem homogênea. “Para quem precisou de crédito, a redução não foi percebida”, exclama.

Ele explica que na safra passada o custo médio por hectare plantado foi de cerca de R$ 1,1 mil. Nesta safra há uma oscilação de R$ 900 a R$ 1 mil para o custo de produção. Como observa Prado, “pela necessidade de crédito e pela dificuldade na obtenção dele – devido ao grande endividamento do setor com duas safras ruins seguidas – poucos produtores contabilizaram a redução nesta despesa”.

De acordo com os números projetados pela Aposoja/MT, a área plantada desta temporada fecha em 5 milhões de hectares (ha). Prado destaca que o clima vem colaborando para com o desenvolvimento da lavoura, porém, se as precipitações se mantiverem nesta intensidade, “poderão prejudicar o trato cultural, ou seja, as aplicações de defensivos, como herbicidas e fungicidas”.

Ainda no quesito clima, Prado conta que o veranico – período curto de estiagem – atingiu as plantações localizadas na região da BR 163 – Norte e Médio Norte estadual -, “que cresceram menos”. Mesmo assim, ele não acredita que haverá interferência na produtividade.

Com relação ao surgimento dos focos da doença fúngica ferrugem asiática – que interfere no desenvolvimento da planta e reduz a produtividade – o presidente da Aprosoja/MT acredita que a incidência da doença será menor nesta safra. “Isso graças ao período de seca e ao vazio sanitário”. Durante o período do vazio sanitário, na entressafra, o cultivo da soja fica proibido no Estado por 90 dias. Neste intervalo, sem a planta, o fungo não encontra ‘abrigo’ e não engata uma safra na outra, pois não se mantém no ambiente.

“A medida, que depende da conscientização do produtor, foi tão benéfica que em Primavera do Leste, região mais castigada pela doença, ainda não há relatos de incidência do fungo”. Na safra passada, ao invés das 2,5 aplicações previstas de fungicida, em algumas lavouras de Primavera, foram necessárias seis, o que elevou o custo de produção com este agroquímico para US$ 70 por hectare.

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