Custos altos e falta de recursos impedem expansão agrícola
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Agronegócio

Custos altos e falta de recursos impedem expansão agrícola

O produtor vive um problema de curto prazo, mas com boas perspectivas no médio. O desafio é se manter vivo nos próximos seis meses
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Ao fazerem as contas sobre custos e restrições de crédito, muitos produtores vão diminuir a área de plantio nesta safra. A área de soja subirá para 21,8 milhões de hectares, 2% acima da anterior.

A previsão era de crescimento de 5%, diz Anderson Galvão, da Céleres. "O produtor vive um problema de curto prazo, mas com boas perspectivas no médio. O desafio é se manter vivo nos próximos seis meses."

João Sampaio, secretário paulista de Agricultura, diz que o produtor vai ser muito afetado neste ano. A alta do dólar pode até compensar a queda das commodities, mas a redução de crédito será forte. A ajuda oficial representa apenas 25% da safra, e o fornecimento privado ficou ainda menor com a diminuição do crédito dos fornecedores de insumos.

Galvão concorda e diz que as "tradings" estão cautelosas e participando menos, principalmente devido à volatilidade (altas e baixas) dos preços no setor. Ao atingir US$ 16 por bu- shel (27,2 quilos) neste ano, em Chicago, a soja fez essas empresas desembolsarem US$ 15 por saca apenas para fazer ajustes nos contratos da oleaginosa.

Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil e ex-ministro da Agricultura, diz que a "situação de crédito está tranqüila". Toda demanda está sendo atendida, desde que esteja dentro da análise de risco e da capacidade de pagamento exigidas pelo banco, afirma ele.

Mas o crédito não será fator de redução de área a ser plantada, acredita Guedes. Para ele, um dos maiores problemas deve ocorrer no plantio de algodão, devido aos preços baixos.

Galvão concorda que a situação dos produtores de algodão seja crítica, mas porque 80% do financiamento vem das "tradings". No caso da soja, "a situação é menos boa do que já se mostrou", enquanto, no caso do milho, "a situação é ruim".

Impacto menor

No setor de carnes, José Vicente Ferraz, da AgraFNP, diz que a escassez de crédito "não deve ser impactante". O pecuarista não será afetado e a pressão sobre os produtores de frango e suíno será pequena.


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