De cercamentos a curvas de nível: Emater estimula preservação ambiental em Panamá

Agronegócio

De cercamentos a curvas de nível: Emater estimula preservação ambiental em Panamá

Agência desenvolve práticas de preservação ambiental apresentadas durante Dia de Campo
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Com duração de nove meses, entre análise e implantação, a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) desenvolveu práticas de conservação do solo e preservação de nascentes em quatro propriedades rurais do município de Panamá. Na última quarta-feira (7/12), entidades parceiras estiveram reunidas no Dia de Campo Ser Natureza para apresentar os resultados do Projeto de Recuperação Produtiva da Microbacia do Córrego Paraíso. 

Com cerca de 40 participantes, o evento agregou profissionais do setor agropecuário e representantes de instituições privadas e órgãos públicos. Segundo o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater, Antelmo Teixeira Alves, as práticas desenvolvidas integram o Programa de Microbacias Hidrográficas que está incluso na nova metodologia da Agência, a Rede de Inovação Rural. 

Ainda de acordo com o diretor, as ações são um legado da Emater para os produtores rurais do município e se consolidam como a verdadeira missão da Agência. “O mais importante aqui é deixarmos algo válido para os envolvidos e também para o meio ambiente, e é exatamente isso que buscamos com uma assistência técnica contínua e qualificada”, expôs Antelmo. 

Ações

Cercamentos de nascentes e curvas de nível estiveram entre as práticas realizadas pelo projeto desenvolvido em parceria com o Ministério Público de Goiás (MP/GO) e Prefeitura Municipal de Panamá nas propriedades Mata Verde, Estância Paraíso, Estância Santa Luzia e Fazenda Dois Irmãos.
Segundo o técnico da Unidade Local da Emater no Panamá, Márcio Emílio Martins de Queiroz, as curvas de nível desenvolvidas na propriedade Mata Verde tiveram como objetivo diminuir os impactos do escoamento da água da chuva.

De acordo com o profissional, o fluxo da água até a nascente prejudica o solo porque causa o asssoreamento, processo em que grandes volumes de terra e dejetos são depositados no fundo do rio. Como consequência, a ação natural provoca a redução do volume de água que abastece a região. “Entre as práticas, também desenvolvemos caçambas que atuam como mini represas que retêm a água pluvial”, enfatizou Márcio. 

Além das curvas de nível, os profissionais da Emater, em parceria com a Prefeitura Municipal, realizaram o cercamento da nascente que integra a propriedade Estância Paraíso e o plantio de mudas nas fazendas Santa Luzia e Dois Irmãos. 

Segundo o técnico, o objetivo do cercamento é impedir que o gado invada a área reflorestada. “O gado apresenta uma compactação do solo intensa quando anda sobre ele e isso impede que a água seja absorvida, desencadeando um efeito esponja de expulsão da água e ressecamento do solo”, explicou Márcio Emílio. 

Legado para gerações

Com 90 hectares, a propriedade rural do agricultor e pecuarista Rômulo Franco Borges, tem sido exemplo de preservação ambiental há exatos 9 anos. A fazenda integra duas nascentes que, segundo Rômulo, são florestadas com mata ciliar.  

Para o proprietário um dos aspectos mais importantes que deve ser levado em conta por produtores rurais para a execução de práticas de conservação e preservação é o legado para futuras gerações. “Eu afirmo com toda a certeza para aqueles que ainda têm receio em investir no meio ambiente: é algo para seus filhos e netos. O que queremos deixar de legado para eles? Um ambiente degradado e sem recurso hídrico? É nisso que devemos pensar ao investir em práticas ambientais”, reforçou Rômulo. 


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