De novo a integração e intercooperação

Agronegócio

De novo a integração e intercooperação

"Na recente à Rússia, mais uma vez foi identificado que precisamos nos unir", explicou Ivan Ramos
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Este assunto temos abordado insistentemente, pois cada vez mais surgem novos fatos que nos estimulam a voltar. A Integração e Intercooperação Cooperativista. É verdade que se trata de algo de demorada assimilação por parte de determinados operadores ou dirigentes de algumas cooperativas, entretanto, cabe-nos insistir, já que a tese é nobre e de interesse de todos os associados e não apenas de alguns integrantes de direções de plantão nas cooperativas. Tem sido constatado em todas as partes do mundo que a integração com união de interesses e esforço vêm acontecendo em todos os ramos econômicos e sociais, em pequenas e grandes empresas, instituições financeiras e outras formas de associação, sempre em busca de economia de escala, redução de custos e aumento de lucratividade para seus integrantes.
No cooperativismo essa política também tem sido estimulada e algumas vezes praticada, mas freqüentemente esbarra em interesses individuais, preservação de ego s de alguns operadores e até mesmo receio de perdas de posições ou de empregos, se houver maior integração entre entidades com os mesmos objetivos. Ao invés de questionar capacidade das pessoas, para justificar posição contraria, seria mais importante sugerir nomes para atuar nas entidades que defendem a integração. O tempo certamente irá mostrar que é mais seguro se unir para melhorar resultados e conseqüentemente estabilidade econômica e financeira, do que defender ações individuais que podem levar ao fracasso econômico, uma vez que outros segmentos, muitas vezes concorrentes, estão no rumo da união.

Na recente viagem que fizemos à Rússia, mais uma vez foi identificado que precisamos nos unir. A busca de melhores resultados nas aquisições de matéria prima para fertilizantes bateu na trave quando se citava volumes de produtos. Os grandes empresários do setor de fornecimento foram diretos: unam-se as cooperativas brasileiras, formem volumes e voltem aqui que poderemos analisar preços melhores para vocês. Com volumes fragmentados e divergências de opiniões, implicam pouco interesse em vendas, pois elevam custos e riscos, disseram os russos. Em outras palavras argumentaram: vocês estão perdendo tempo e dinheiro, pois juntos têm volumes expressivos de interesse de qualquer fornecedor, mas isolados, são frágeis e pouco eficientes.

Foi mais uma prova de que precisamos nos unir. As cooperativas que atuam nesse setor no Brasil, precisam se despir dos interesses individuais, das manifestações de auto-suficiência e se unirem para barganhar e oferecer melhores resultados aos seus associados. Esperamos sinceramente, que entidades cooperativistas de abrangência nacional ou regional encontrem caminhos para sensibilizar as cooperativas de que serão mais fortes e importantes no contexto em que atuam se unindo. Aquelas pessoas que se consideram únicos sábios e independentes, mais cedo ou mais tarde certamente cairão à realidade e se juntarão ou então serão expurgados automaticamente do sistema. Pense nisso.

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