Agronegócio

Debate tem que continuar

Discutir a logística precária e a falta de infraestrutura para estocagem e transporte da produção agropecuária nacional são temas importantes para o setor do agronegócio
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O assunto tem sido debatido à exaustão nos últimos tempos, mas ainda deverá gerar muita controvérsia e provocar reações apaixonadas e críticas inflamadas. Mas não se pode ignorar a importância de se discutir a logística precária e a falta de infraestrutura para estocagem e transporte da produção agropecuária nacional.


A rápida expansão do segmento de agronegócios no Brasil veio acompanhada de barreiras encontradas por produtores e agricultores que necessitam de infraestrutura. De acordo com o IBGE, no primeiro semestre de 2013, o setor teve crescimento de 14,7%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em compensação, a situação da porteira para fora das fazendas não condiz com a importância que a área possui na economia nacional.


Os investimentos para garantir o escoamento da produção do campo estão muito aquém daquele feito pelos produtores rurais para garantir os seguidos recordes no volume produzido no País garantindo destaque do Brasil no cenário internacional.

É bom lembrar que existe um grande espaço para investimentos na agropecuária. Mas até quando será possível manter esse ritmo sem comprometer em definitivo nossa imagem no exterior?

Entraves em logística, armazenagem, insumos, comércio internacional, sustentabilidade, comunicação podem comprometer os esforços da porteira para dentro. O agronegócio é o setor com melhor desempenho na economia nacional e que vem crescendo em ritmo acelerado, porém, mesmo diante deste cenário positivo, os produtores ainda enfrentam muitos desafios. Isso não é novidade para o homem do campo, que fez sua tarefa de casa depois de um longo período de dificuldades financeiras.


E é preciso lembrar que o problema não é apenas falta de recursos. Aliás, o governo federal garantiu, para a safra atual, verba para financiar a construção de armazéns e silos, enquanto tenta, sem muito sucesso até agora, terceirizar as fundamentais obras nas rodovias nacionais, em especial no Centro-Oeste do País. O esforço precisa ser conjunto. Agricultores, governos (federal, estaduais e municipais) e empresários precisam esquecer, mesmo que temporariamente, as diferenças políticas e atuar na solução dos problemas.
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