decisão da indústria desanima produtores gaúchos de pêssego

Agronegócio

decisão da indústria desanima produtores gaúchos de pêssego

A indústria de conserva anunciou que não vai comprar a produção deste ano. O Rio Grande do Sul responde por 50% da produção nacional da fruta
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A safra do pêssego só começa a ser colhida em novembro no Rio Grande do Sul. Mas uma notícia está desanimando os agricultores. A indústria de conserva anunciou que não vai comprar a produção deste ano.

Se o clima ajudar, a produção de pêssego no Rio Grande do Sul deve ser de 60 milhões de quilos. Na propriedade de seu José Inácio Rodrigues, em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, o pomar tem cinco mil árvores. Pensando no crescimento do setor, ele plantou mais 1,2 mil pés da fruta.

A colheita na propriedade do agricultor José Inácio Rodrigues deve começar em novembro. Quando o produtor estava recebendo o pagamento da safra passada foi surpreendido pela notícia nada animadora. A fábrica de conservas não vai mais comprar os pêssegos do produtor nem dos outros agricultores da região. A indústria de conservas anunciou que o setor está em crise.

O seu José não sabe o que fazer com os 60 mil quilos de pêssego que vai colher. “Esse ano ainda eu cuido. Mas se eu não vender no ano que vem, não tenho mais condições de cuidar. Aí eu paro. E um ano que para, terminaram as sacas”, disse.

O Sindicato das Indústrias de Conservas do Rio Grande do Sul disse que ainda existem 44 milhões de latas em estoque. O problema, segundo eles, está na competição com o pêssego argentino e chileno, encontrados no mercado com preços mais baixos. O produto nacional custa uma média de R$ 2,10 a lata e o importado sai por R$ 1,80.

“Nós também estamos tentando negociar alguma coisa com o auxílio do governo para ver o que poderia nos ajudar dentro desse setor”, disse Carlos Otto Schramm, presidente do Sindicato das Indústrias de Conserva.

O presidente do Sindicato dos Produtores de Pêssego do Estado, Dari Bosembecker, está preocupado com a situação. “Eles têm financiamento em bancos para pagar tratores e maquinários agrícolas. Eles vão pagar e sair com o que se não têm para quem vender a fruta?”, questionou.

O Rio Grande do Sul responde por 50% da produção nacional de pêssego.


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