Declaração de russos revolta setor de carne brasileiro

Agronegócio

Declaração de russos revolta setor de carne brasileiro

Os russos acusaram o Brasil de não exercer efetivo controle sobre a qualidade
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O setor de carnes demonstrou insatisfação, nessa segunda-feira (04-06), com as críticas à qualidade da carne bovina brasileira formuladas por técnicos russos, que apontaram práticas irregulares para justificar a suspensão de importações de 16 frigoríficos nacionais. De acordo com reportagem divulgada pela agência de notícias EFE, o Serviço de Controle Veterinário e Fitossanitário russo (SCVF) acusa o serviço veterinário brasileiro de não exercer efetivo controle sobre a qualidade dos produtos das empresas exportadoras de carnes.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes de Goiás (Sindicarne), José Magno Pato, disse estranhar que o assunto tenha sido colocado na imprensa pelao russos, antes de ser oficialmente tratado com o governo brasileiro.

“Essa não é uma prática usual nas relações entre países parceiros. A boa diplomacia manda que assuntos que envolvem conflitos de interesses dessa dimensão sejam primeiramente tratados a nível de governo, até para que as acusações sejam devidamente apuradas, antes de qualquer juízo”, argumenta.

Os técnicos russos disseram na entrevista que o serviço veterinário brasileiro permite que o gado destinado aos frigoríficos exportadores seja comprado em Estados que registraram focos de aftosa, contrariando acordos bilaterais vigentes.

De acordo com o chefe do SCVF, Sergei Dankvert, na última inspeção dos técnicos russos no Brasil foram constatados pelo menos 40 casos de falsificação de certificados veterinários, além de outras irregularidades. Autoridades brasileiras foram convidadas a discutir o assunto em Moscou.

O coordenador do Fórum Nacional da Pecuária de Corte, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, também estranhou que autoridades russas, só vários dias após a suspensão das importações, tenham apontado os motivos, e ainda assim, através da imprensa, e não pelos meios oficiais.

O empresário José Batista Júnior, presidente do Friboi, uma das empresas afetadas, disse ontem por telefone, dos Estados Unidos, que as alegações russas não têm fundamento e que não passam de um jogo de mercado. Segundo ele, dois fatores estão na base da iniciativa: pressionar para baixo os preços da carne brasileira e forçar o processo de reabilitação das empresas, “até porque cobram por isso.”


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