Defasagem cambial prejudica indústria química

Agronegócio

Defasagem cambial prejudica indústria química

A crise na agropecuária reflete nos mais variados setores produtivos do país
Por: -Patrícia Peixoto Bayão
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A crise na agropecuária brasileira reflete nos mais variados setores produtivos do país. No Triângulo Mineiro, segundo a pesquisa Fiemg Index Regional Triângulo relativa ao mês de setembro, ela foi apontada como um dos fatores determinantes para a queda do faturamento da indústria da região. De acordo com especialistas, no setor químico (que registrou em setembro recuo de 20,83% no faturamento na comparação com o mês anterior), a indústria de fertilizantes foi a que mais contribuiu para a queda do índice.

Gerente industrial da Fosfertil em Uberaba, Luís Carlos Linhares observa que a indústria de fertilizantes está passando por um período de ajustes e medidas como redução de custo, aumento de eficácia e de competitividade, fundamentais para contornar este período sem maiores sobressaltos. “Não é a primeira crise da agropecuária nem será a última. A gente sabe que é uma crise temporária. O agronégocio brasileiro é muito forte, ele vai se recuperar”, afirma.

Segundo Linhares, o Centro-Oeste brasileiro é, no momento, a região onde a crise é mais forte. “O maior problema que temos hoje na agropecuária é no Mato Grosso e em Goiás. Esses Estados também vão se recuperar, só que em um prazo um pouco mais longo”, avalia.

Mas, segundo o gerente industrial, o que mais afeta a indústria de fertilizantes no país é a defasagem cambial. Ele explica que os concorrentes da Fosfertil estão no mercado internacional, já que o Brasil importa 50% dos fertilizantes que consome, algo na faixa de 20 milhões de toneladas/ano. “O dólar baixo tira muito a margem da empresa, já que o nosso preço oscila em função do dólar e do mercado externo”, justifica.

Na avaliação de Linhares, ao contrário do setor de fertilizantes - que tem no dólar seu maior complicador -, o grande problema da agropecuária brasileira está na falta de uma infra-estrutura eficaz. “Isso é fundamental para que o produtor rural tenha seu custo de produção competitivo. Quando o dólar e o preço do petróleo ajudam, esse problema da infra-estrutura não é tão sério, mas quando a margem do agricultor cai muito, a parte da infra-estrutura passa a ser fatal”, avalia.

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