Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência no Pantanal

Agronegócio

Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência no Pantanal

Reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União de hoje, prejuízos chegam a R$ 145 milhões
Por:
590 acessos
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu a situação de emergência na região pantaneira do município de Corumbá. O reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (04) por meio da Portaria número 205, assinado pelo secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana.


Com o objetivo de ajudar produtores a buscarem respaldo para recuperação dos prejuízos econômicos com as cheias, o governador André Puccinelli decretou situação de emergência no Pantanal de Corumbá. O decreto estadual “E” número 04 foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 23 de março deste ano.

O documento apontou que as intensas chuvas – com registro superior a 450 mm – fez aumentar as águas dos rios Paraguai, Miranda, Aquidauana, Taquari, Abobral e Nabileque, provocando o transbordamento, e afetando moradores e a pecuária pantaneira corumbaense. Em consequência, diminuíram as áreas de pastagem, causando mortes e perdas de peso do rebanho bovino, obrigando inclusive a retirada dos animais sobreviventes para áreas não alagadas. A situação ainda foi agravada pela inundação de campos, baías e marginais dos rios.


Prejuízos

O decreto fez parte do processo montado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MS) que foi enviado com pedido de reconhecimento ao Ministério da Integração Nacional. No requerimento enviado ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, a Cedec-MS informou que os prejuízos econômicos afetaram diretamente o setor produtivo e econômico do município de Corumbá e também o Estado, já que a diminuição de renda de cada produtor resultava com condições de inadimplência junto aos credores particulares e oficiais, assim como dificultava a recuperação e reconstrução das instalações e residências que foram atingidas.

De acordo com o coordenador estadual, coronel Ociel Ortiz Elias, a partir do reconhecimento da Defesa Civil Nacional os pecuaristas vão poder fazer a renegociação de dívidas e novos financiamentos para recuperar os prejuízos.

O dossiê enviado à Brasília também contou com um laudo técnico elaborado pela Embrapa que apontou prejuízos totais de R$ 145,7 milhões. O documento apontou perda média no rebanho de vacas de cria em mais de um milhão de arrobas. Com o atual preço de R$ 88 da arroba da vaca, os prejuízos chegaram a R$ 107,4 milhões.


No laudo, a Embrapa informou que o rebanho do Pantanal em torno de 306 mil vacas de cria teria com as enchentes fortes perda de 5% das matrizes, principalmente das vacas mais velhas. O número de matrizes na região seria diminuído para 290.704 animais o que resultaria em prejuízo direto para a atividade pecuária da região estimada em R$ 10,7 milhões.

O documento da Embrapa também apontou a diminuição da taxa de natalidade avaliada em 10% reduzindo desta forma o nascimento de mais de 29 mil bezerros gerando prejuízos de R$ 18,8 milhões.

Por causa das enchentes, a Embrapa também considerou a morte dos bezerros nascidos no período devido à falta de condição das vacas, especialmente as mais novas que seriam incapazes de fornecer ambiente materno para que o bezerro possa crescer em boas condições.


A perda na produção de bezerros foi estimada em 10% resultando em prejuízos diretos de R$ 8,6 milhões.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink