Demanda aquecida favorece plantio
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Agronegócio

Demanda aquecida favorece plantio

O crescimento da demanda por madeiras de reflorestamento favorece os produtores brasileiros
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O crescimento da demanda por madeiras de reflorestamento impulsionado pelos novos projetos de indústrias siderúrgicas, celulose e papel e da construção civil favorece os produtores brasileiros. No estado de São Paulo, segundo maior produtor de eucalipto e pinus do Brasil, o preço pago ao produtor pelas indústrias de celulose e serrarias cresceu 16% em média por ano nos últimos sete anos, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

A valorização no estado ocorre em parte por causa da baixa oferta de madeira no mercado. "A produção não consegue acompanhar o desenvolvimento dos setores que consomem o produto", explica Eduardo Pires Castanho Filho, pesquisador do IEA. A Associação Brasileira dos Produtores de Florestas (Abraf) estima que a área no estado seja de 956,5 mil hectares.

Segundo o IEA, os preços pagos ao produtor pelas serrarias subiram 16% no acumulado de 2008, saltando de R$ 120 o metro cúbico para R$ 140. Já as indústrias pagam 10% a mais pelo metro cúbico, que subiu de R$ 47 para R$ 52 no acumulado. Luiz Henrique Camara Leal, diretor-executivo do Florestar São Paulo, diz que quem optou pelo cultivo integrado não se arrependeu. "Os programas de fomento das indústrias e os bons preços devam ampliar a área plantada".

Cesar Reis, diretor-executivo da Abraf, diz que a tendência é que o plantio incorpore áreas degradadas. Ele aponta a burocracia como outro problema para a colheita. "Exigem muitos documentos do produtor", observa. No Brasil, dados da Abraf mostram crescimento de 3,7% na área em 2007, fechando em 5,56 milhões de hectares.
Luiz Calvo Ramires Júnior, presidente da Associação Sul Mato-grossense de Florestas Plantadas (Reflore-MS), diz que o estado vai crescer 15% por causa da instalação de novas indústrias. "Em 2008 esperamos fechar com 270 mil hectares". Em 2007, o crescimento foi de 55%, segundo a Abraf.


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