Demanda pode suportar preços dos fertilizantes
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MERCADO

Demanda pode suportar preços dos fertilizantes

“Esse aumento de custos contribuiu para a piora na relação de troca das commodities"
Por: -Leonardo Gottems

A atual demanda por fertilizantes pode acabar suportando os preços do produto, segundo o mais novo relatório divulgado essa semana pelo Rabobank. De acordo com o texto, apesar da redução dos preços dos fosfatados e do potássio nos portos brasileiros nos últimos meses, estima-se que os preços das principais formulações utilizadas pelos agricultores estavam entre 1% e 10% maiores. 

“Esse aumento de custos contribuiu para a piora na relação de troca das commodities com fertilizantes, retraiu a demanda e também ajudou nos recentes recuos de preços. As quedas, no entanto, devem estar chegando ao fim. Com o plantio programado para iniciar em meados do próximo trimestre, a demanda um pouco atrasada tem que acelerar ainda no mês de junho, para que não haja problemas de abastecimento. Esse movimento deve sustentar os preços dos fosfatados e potássicos”, diz o relatório. 

O Rabobank informou que, para a ureia, a alta de preço a partir de abril foi motivada por três fatores, que são a expectativa de forte demanda nos EUA, o enrijecimento das sanções aplicadas ao Irã e também o leilão de compra praticado pela Índia em maio. “A frustração da demanda dos EUA e as incertezas com relação à próxima rodada de negócios na Índia, devem diminuir a sensação de aperto do mercado e pode enfraquecer os preços da ureia até agosto”, completa. 

“Um outro componente importante nos custos, os defensivos agrícolas, continuam a valorizar e, por ora, não há expectativa de quedas de preços. A produção de princípios ativos na China, havia estabilizado no início do ano (em um patamar 40% inferior à produção de 2017), mas a explosão de uma fábrica no final de março levou ao fechamento de todo um parque industrial. Além da perda dessa produção local, há uma grande preocupação que o governo chinês volte a aumentar a fiscalização, por conta da segurança e acabe reduzindo ainda mais as exportações”, conclui. 


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