Agronegócio

Deputadas do PMDB de MT e AP buscam saída para problemas de logística

Por: -Rodrigo Maciel Meloni
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As deputadas estaduais Teté Bezerra (PMDB/MT) e Fátima Pelaes (PMDB/AP), buscam, por meio da aproximação das bancadas legislativas dos dois estados, uma saída para o problema de logística enfrentado pelo estado de Mato Grosso, que vê no escoamento da produção de grãos o maior entrave para o crescimento econômico do ente federativo.


“O Porto de Santana, localizado no estado do Amapá, é uma das saídas mais baratas para resolvermos a questão do escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, que em dois anos conseguiu passar de 20 milhões de toneladas para 40 milhões”, argumentou Teté Bezerra em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (07), no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa.

A deputada Fátima Pelaes lembrou que o porto tem quase a mesma distância de do Porto de santos, cerca de 2 mil quilômetros, e que 800 quilômetros desse trajeto pode ser feito por hidrovia, modal que é aproximadamente 50% mais barato que o rodoviário.


“O Porto de Santana é a opção mais barata para escoar a produção agrícola mato-grossense, e é também a saída mais benéfica não só para MT e Amapá, como para o Brasil, pois com a conclusão das obras da BR-163 no estado do Pará, o frete se tornará mais barato” destacou a parlamentar amapaense.

O presidente da Companhia das Docas de Santana, Edivaldo Cabral Tork, também esteve presente a reunião, e falou a capacidade futuro do porto. “A ampliação do porto com o escoamento da produção de grãos vai aumentar em muito; hoje já temos uma empresa privada investindo no porto, e com a decisão de escoar parte da produção mato-grossense, algo que eu tenho certeza que ocorrerá, nos veremos o Porto de Santana se tornar um dos principais portos do Brasil”.


Tork salientou que algumas características do porto, como o fato de seu calado ter, permanentemente, 12 metros de profundidade, viabiliza a entrada e saída de navios o ano inteiro. “O Porto de Santana conta com duas marés cheias por dia, e a profundidade de seu calado possibilita o carregamento de navios com capacidade de carga de 50 mil toneladas; isto nos coloca como a opção mais viável ao Porto de Santos”, destacou Tork.

Comitiva
Uma comitiva formada pela deputada Fátima Pelaes, pelo presidente da Cia Docas de Santana e por empresários dos dois estados, ciceroneados pela deputada Teté Bezerra, visitou ainda as cidades de Lucas do Rio verde, Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Rondonópolis, para apresentar o projeto do Porto de Santana a empresários dos municípios mato-grossenses, principais produtores de grãos do estado.


Em Cuiabá, a comitiva se reuniu com a presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), para discutir a viabilidade do porto como ponto de escoamento da produção agrícola de MT.
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