Deputados levarão reivindicações dos produtores de trigo a ministro
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Agronegócio

Deputados levarão reivindicações dos produtores de trigo a ministro

Principal é uma política governamental efetiva de preços mínimos para o setor
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Na semana que vem, um grupo de deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural deve levar ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, uma lista de reivindicações dos produtores de trigo divulgada nesta terça-feira (29), em audiência na Câmara. A principal delas é uma política governamental efetiva de preços mínimos para o setor.


O presidente do Sindicato das Cooperativas do Paraná, João Paulo Koslovski, que participou da audiência sobre a cadeira produtiva do trigo, pediu um aumento de 7,3% no preço mínimo – dos atuais R$ 477 por tonelada para R$ 512 – e a definição antecipada da política de compras do governo.

O deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) disse que os ministros da Fazenda não levam em conta que o preço do trigo corresponde a apenas 10% do preço do pão. Daí a dificuldade de o governo tomar medidas que possam resultar em algum aumento desse preço e, consequentemente, da inflação.


Segundo o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), que sugeriu o debate, essa relação entre preço do trigo e inflação não existe. O parlamentar afirma que a indústria e o comércio ganham com o preço baixo do produto; não os produtores, nem os consumidores.

Outra crítica à política agrícola, feita pelo chefe-geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, é a de que o trigo não é considerado produto sensível para o Brasil na relação com os demais países do Mercosul. É que a regra geral no bloco é o livre trânsito de mercadorias, mas, quando o produto é sensível - ou seja, há problemas com a competitividade do produto nacional - o país pode taxar as importações.


João Paulo Koslovski defendeu que o governo adote políticas que privilegiem o produto nacional. “Não somos contra trazer o trigo (de outros países), mas tem que haver um entendimento entre o setor produtivo e a indústria, para que se evite trazer produto no momento em que estamos comercializando o nosso cereal internamente".

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